O que falam os números

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Se a numeração oficial da Seleção para a Copa América significa a escalação do time titular de Dunga, então, teremos de cara uma surpresa: Douglas Costa no lugar de Willian, um dos destaques do Chelsea na conquista do título inglês e também da Seleção desde que foi convocado nos tempos de Mano ou Felipão, já nem me lembro.

Nem vou fazer aqui cotejo entre a qualidade técnica dos dois. Só basta dizer que Willian é mais ativo e versátil do que Douglas Costa, o que passa a ser decisivo numa formação de meio de campo com dois volantes de ofício, embora Elias e Fernandinho sejam dos tais que saibam sair jogando, como gosta de timbrá-los nossa mídia.

Nenhum dos dois é um daqueles craques acima de qualquer suspeita, lugar ocupado apenas por Neymar no nosso elenco.

Mas, com raras exceções na história do futebol, uma equipe é composta por mais de um desses. O importante, mesmo, é ter uma imensa maioria de jogadores que saibam bem trabalhar a bola e cumprir tarefas táticas extras.

Esse é o caso de Willian, não de Douglas Costa, que, repito, é bom jogador, canhoto hábil e já experiente nos campos em que labutou.

De qualquer jeito, se os números ditarem a regra, eis nosso time para iniciar a Copa América: Jefferson; Danilo, Miranda, David Luís e Felipe Luís; Fernandinho, Elias e Douglas Costa; Tardelli, Firmino e Neymar.

Será?

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