
Desde o início do jogo, o São Paulo se debruçou sobre o campo adversário e passou o primeiro tempo todo cercando a área do Grêmio, com boas trocas de passes e investidas combinadas pela esquerda entre Michel Bastos e Carlinhos, tudo sob a batuta de Ganso e seus toques de primeira, além das enfiadas que, se não foram devidamente aproveitadas por Luís Fabiano, incomodaram a defesa gremista.
E, aos 26 minutos, saiu o cruzamento de Wesley para o cabeceio de Rodrigo Caio que resvala na testa de Rodolpho e cai nos pés de Fabuloso na cara do gol: 1 a 0, claro.
No segundo tempo, o Grêmio equilibrou um pouco a posse de bola, que era barcelonesca até então, e, justamente quando parecia que poderia empatar, o juiz resolveu apitar um desses toques de mão à brasileira na área, em cruzamento de Bruno. Pênalti, que Rogério Ceni guardou no seu incrível acervo de gols.
Até o final, o Tricolor paulista manteve o controle do jogo, embora jogando mais recuado e tentando contragolpes que morriam no último passe, enquanto o Grêmio, vez por outra, tinha leves surtos de reação.
Vale mencionar a excelente atuação de Rodrigo Caio, como zagueiro, ao lado de Dória, e de Wesley, que jogou o tempo todo pela primeira vez desde que desembarcou no Morumbi.
Quanto à estreia de Don Osorio, pouco tenho a dizer, pois o técnico foi acompanhado o tempo todo pelo seu espírito santo de orelha, Milton Cruz. Natural.
De qualquer jeito, foi um São Paulo mais ousado do que vinha sendo, e mais preciso na troca de passes.
Assim como o Corinthians foi o mesmo em Joinville, onde goleou o lanterna do campeonato: 1 a 0, belíssimo gol de Jadson.
Até que jogou bem no primeiro tempo, pelos lances que vi e pelos relatos que de lá vieram. Foi quando marcou seu gol solitário, o que faz parte do repertório alvinegro, até em seus melhores momentos. No segundo, refluiu e terminou o jogo com Cássio tomando amarelo por cera.
Quem miou foi o Peixe (peixe mia?) ao permitir à Macaca empatar por 2 a 2 mesmo estando em vantagem por duas vezes, com golaço de Geuvânio e outro de Ricardo Oliveira, de pênalti. Já a Ponte, graças a Felipe Azevedo e, novamente, Renato Cajá, só que, desta vez, de cabeça, manteve sua invencibilidade e segue lá em cima.
De resto, o Furacão continua soprando lá no topo da tabela, ao bater em casa por 2 a 0 um Vasco que caminha celeremente para a zona da confusão e a virada sensacional do Cruzeiro sobre o Galo, em pleno estádio Independência, por 3 a 1.
Tá bom ou quer mais?