Sem Neymar, huuummm…

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Como se desconfiava, sem Neymar, a Seleção perde o resto do encanto que sobrou dos bons tempos. E, sobretudo, perde muita força no ataque, embora neste amistoso com o mistão do México, no Allianz Parque, nosso time tivesse alguns surtos de talento durante o primeiro tempo. Sobretudo, quando a bola caía nos pés de William e P. Coutinho, que, além de exibir sua habilidade e descortino em várias jogadas, marcou um golaço, o de abertura, aos 28 minutos do primeiro tempo, quando as tradicionais vaias paulistas já se insinuavam nas arquibancadas.

Foi assim, ó: bola lançada na esquerda para Felipe Luís, que toca em diagonal para P. Coutinho. Num jogo  de corpo, o meia se livra do beque, e quase em cima da risca de fundo, sem ângulo, desvenda um espaço entre o goleiro e o poste: 1 a 0.

O segundo e definitivo gol brasileiro veio oito minutos depois, em outro lance bem urdido, também pela esquerda: William acha Elias sozinho na área, que, em vez de bater pro gol, preferiu rolar para Tardelli que entrava pelo meio em alta velocidade: 2 a 0.

Nesse período, quando o Brasil conseguia ultrapassar o meio de campo, a coisa fluía, em boas trocas de passes e deslocamentos de Fred, Elias, Fernandinho, William, P. Coutinho e Tardelli. Mas, o diabo era sair lá detrás, com a marcação avançada exercida pelos mexicanos, que retomavam a bola na nossa intermediária, embora não conseguissem levá-la ameaçadoramente à zona de perigo.

O segundo tempo, todavia, foi uma longa bobagem, em que nada aconteceu.

Muito provavelmente por conta do medo de contusões às vésperas da Copa América, mas, também por essa falta de fome de gols que reduz a força brasileira, seja nos clubes, seja na Seleção. Quem a tem à flor da pele, não jogou. Estava lá em Berlim, bebendo champanhe na Taça dos Campeões da Europa.

 

Um comentário

  1. A seleção brasileira tem a cara e o futebol do Dunga, ,um horror ,medonho , como jogador foi truculento e vivia com a bunda suja de tanto carrinho mas menos vuneravel ,que outros treinadores, mas na europa se joga assim ,pelo resultado ,com excessão dos grandes times que tem qualidade e em cima deles se arma esquema e constroi jogadas .Realmente Neymar faz muita falta e olha para esta copa america ,mesmo com ele as coisas serão muito dificil . Helena só não entendo as convocações de alguns jogadores como Geferson do Inter.

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