
Estava escrito que tinha de ser de Messi o gol do título espanhol. E daquele jeitinho em que ele é mestre inigualável: troca de passes num espaço exíguo, cercado de inimigos, o rolinho discreto e o disparo cruzado no canto.
E nada mais justo, pois o Barça, embora começasse a temporada oscilando, depois da chegada do técnico Luís Enrique, e o Real voasse em campo, aos poucos foi ajustando sua equipe em torno do trio mágico de ataque – Messi, Luisito Suárez e Neymar, o MSN que certamente entrará para a história.
Na mesma proporção, deu-se o declínio do Real, já no segundo turno, sobretudo depois de ter perdido por um bom tempo os meio-campistas Modric e James Rodriguez. Rodriguez voltou e se manteve na equipe, mas Modric regressou ao estaleiro, onde permanece até agora.
E, enquanto o Barça se esmera para decidir o título europeu em Berlim, em meio às celebrações da conquista nacional, o Real lambe suas feridas abertas com a desclassificação na Liga dos Campeões e o vice espanhol.