
A vitória por 1 a 0 sobre o Chapecoense, em Araraquara, foi um passo tímido no caminho da recuperação moral do Corinthians, depois das sucessivas desclassificações precoces no Paulistinha e na Libertadores.
Tímido porque o desempenho da equipe, apesar das mudanças efetuadas pelo técnico Tite, beirou o pífio. Até mesmo a execução do gol solitário foi mais fruto do acaso do que da precisão: Fábio Santos disparou bola que, pelo visto, sairia à direita da meta adversária, mas desviou-se na cabeça de Mendoza e enganou o goleiro, aos 27 minutos do primeiro tempo.
Bem que o Corinthians, de início, deu sinais de que seria uma equipe envolvente e incisiva. Logo de cara, criou duas boas chances aparadas pelo goleiro Danilo, mas, em seguida, foi declinando, até naufragar num segundo tempo sonolento e errático.
O Chapecoense, por sua vez, embora lutasse muito, não revelava a menor capacidade de chegar de fato à meta do Timão, a não ser nos minutos finais, quando empreendeu uma blitz à área inimiga, sem êxito, porém.
Mas, as coisas são assim mesmo, quando se recomeça do zero. E o Corinthians está nesse estágio inicial, técnica e emocionalmente.