Grêmio, com o pé esquerdo

Lucas Uebel/GFBPA
Lucas Uebel/GFBPA
O Grêmio, sempre um dos candidatos ao título, entrou com o pé esquerdo no Brasileirão, ao empatar por 3 a 3 com a Ponte, em seu belo estádio ocupado por um público decepcionante de apenas treze mil torcedores. O amigo pode achar que estou me referindo àquele pé esquerdo exato de Renato Cajá, que meteu a bola no ângulo de Grohe, quando a Macaca perdia por 2 a 0, já no segundo tempo.

Mas, não. Talvez, a referência coubesse à ausência do pé esquerdo mais criativo de Douglas a maior parte do tempo, pois o armador só entrou no finzinho.

Falo mesmo é da pisada canhestra que significa empatar em casa contra um time bem armado, como a Ponte, mas que pertence ao rol daqueles que devem ser batidos, nessas circunstâncias, pois o Brasileirão é um torneio em que cada jogo é decisivo. E, nas contas do futuro, dois pontos perdidos em casa para um dos clubes médios são praticamente irrecuperáveis.

De qualquer forma, foi uma partida bem disputada, com placar elevado – 3, a 3 – para os padrões tupiniquins e com alternâncias emocionantes – o empate inesperado da Ponte, quando perdia por 2 a 0, e o gol decisivo já no último movimento do relógio.

PS: Estou lendo e ouvindo algumas versões sobre o caso da cobertura do logotipo do estádio do Palmeiras com faixas toscas. Uma delas diz que foi decisão conjunta de Palmeiras e WTorre como represália à proibição em contrato assinado pelo clube com a detentora dos direitos de transmissão. Bem, se assim foi, cumpra-se o que está escrito e assinado. Mas, de qualquer forma, em matéria de marketing e bom senso, trata-se de um tiro no próprio pé, do clube, da CBF e da detentora dos direitos de transmissão pela tv do Brasileirão.

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