
Eram dois clássicos nacionais no Brasileirão, e me preparei para ficar zapeando de um pra outro: no Pantanal, Cruzeiro e Corinthians; no Morumbi, São Paulo e Flamengo. E assim foi, durante todo o primeiro tempo, quando nada aconteceu, a não ser um lance perigoso aqui, outro ali. Mesmo porque dos quatro participantes da rodada, só o Flamengo jogava com sua equipe titular. Afinal, São Paulo, Corinthians e Cruzeiro estão de olho nos jogos do meio de semana pela Libertadores.
Entre outras coisas, porque o São Paulo entrou em campo com quatro volantes – Hudson, Rodrigo Caio, Wesley e Souza. Zero de criatividade. E o Flamengo, por sua vez, parecia muito pouco disposto a se abrir no campo adversário.
No outro clássico, o Cruzeiro começou melhor, mas, aos poucos, o Timão se ajustou e a coisa ficou ali, naquele nhé-nhém-nhém convencional.
No segundo tempo… no segundo tempo, pico de luz aqui na minha caverna de Ibiúna. Um lapso, centésimos de segundos, mas o suficiente para que a Sky levasse meia hora para restabelecer as imagens da minha tv, aquela inhanha de sempre – espere um momento, fase 1, fase 2… e assim vai, esgotando sua velha paciência.
As imagens voltam no exato momento em que Luís Fabiano, de cabeça, abria o placar no Morumbi, para, logo em seguida, Pato ampliar: 2 a 0, em passe de Ganso. Claro, Ganso e Pato haviam entrado e a história passou a ser outra, embora Ganso, abrisse a asa esquerda num cruzamento da direita e o juiz marcasse pênalti, convertido por Everton.
E isso foi tudo no Morumbi.
Já no Pantanal, creia, Romero, que não entrava no time há um século, desviou cruzamento de Edílson e definiu o placar de um jogo sem sal, nem açúcar.
Afinal, esse é o Brasileirão que os senhores do espetáculo são capazes de engendrar.