Empate agradável e emocionante

Foto: Reginaldo Castro/Gazeta Press
Foto: Reginaldo Castro/Gazeta Press

Só mesmo um microscópio atômico para detectar a única célula cinzenta ainda pulsante na cabeça dos senhores do espetáculo. Essa proibição da exibição da marca do patrocinador do estádio do Palmeiras, tapando-o com uma faixa que a torcida teve o gesto cidadão de arrancá-la antes do início do jogo, é qualquer coisa de inacreditável num futebol que há muito se transformou na maior indústria de entretenimento do mundo.

No que realmente importa, como a valorização do Btrasileirão que se inicia – um calendário decente -, nisso, a CBF e a tv detentora dos direitos de exibição não mexem um dedo.

Bem, bola rolando no Allianz Parque, parecia que o Palmeiras se daria bem diante de um Atlético Mineiro reserva, com exceção do goleiro Victor, apesar dos desfalques de Arouca e Cleiton Xavier.

Mas, aos poucos, o Galo foi levantando a crista, sobretudo com as arrancadas de Maicosuel, e, já no segundo tempo, o jogo ganhou em velocidade e tensão. Principalmente depois que o técnico Levir Culpi colocou em campo os meninos Danilo, Dodô e Carlos. Nessas alturas, o Galo já vencia por 1 a 0, graças a um tiro rasante e cruzado de Patric, logo aos 6 minutos da etapa final.

Em seguida, Oswaldo de Oliveira trocou Valdívia, apagadíssimo na partida, pelo lateral-esquerdo Egídio, passando Zé Roberto para o meio. E inverteu as posições de Gabriel Jesus e Rafael Marques, o que conferiu mais versatilidade e profundidade ao Verdão, que, aos 36 chegou ao empate – corner cobrado por Robinho, que o zagueiro Vitor Hugo completou com fulminante cabeceio.

Quatro minutos depois, porém, o Galo respondeu com bela trama que culminou com o toque fatal de Jo.

O Palmeiras não arriou, e o jogo seguiu, acréscimos adiante, lá e cá. O Galo teve duas chances especiais para ampliar, com Maicossuel e Jo. Mas, foi o Verdão que chegou lá, aos 49, creia, em cruzamento de Kelvin que Rafael Marques empurrou à redes.

Jogo agradável e emocionante que não só comprova o valor do elenco atleticano como também o poder anímico de um Palmeiras que, ano passado, era apenas uma sombra se arrastando pelos bastidores do campo.

3 comentários

  1. Gente inacreditavel essa ditadura e marcação ferrada contra o Verdão, parece que recuperação do Verdão, conquista de sua arena, grandes publicos e trazendo de volta o torcedor para os jogos onde a gente ve familias inteiras no Allianz Parque colorindo e trazendo alegrias ao espetaculoonde jovens de todas as idades estão readiquirindo o habito de ir para os jogos, está fazendo mal a mediocre e falida rgt, safadeza é a cbf aceitar isso tudo em detrimento de um filiado seu no caso a SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS, deviam se sentir orgulhosos desse feito, enfim uma empresa de grande porte apostando uma pequena fatia no falido e decadente futebol brasileiro. Todos ganham com isso!!!!!

  2. Realmente o Palmeiras esta sendo exemplo de time grande, ampliando o sócio torcedor, tem um estádio dos mais lindos do mundo, onde tudo funciona, sem dinheiro público, sem cortesia de politicagem, montou uma equipe mais que competitiva, esta acabando com a regalias das uniformizadas, dando espaço para as famílias, e aí vem a rgt com suas imposições, tentando sempre denigrir a imagem da nossa equipe, porém nós torcedores sabemos do valor de sermos palmeirenses, não tem como explicar algo inexplicável.
    RGT, a SE Palmeiras é maior que vocês em todos os sentidos, parabéns Paulo Nobre!!!

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