
Bem que a Juventus começou o primeiro jogo das semifinais da Liga dos Campeões com o espírito ofensivo. Mais do que o Real, que preferiu uma formação conservadora, com o beque Sérgio Ramos na função de primeiro volante, dada a ausência de Modric e a desconfiança do técnico na capacidade de Lucas Silva ou Illarramendi, as opções que restaram com o virtual afastamento de Khedira, prestes a deixar o clube.
Virtual, aliás, deve ter sido o local do jogo para o jovem e competente, embora colonizado, narrador da Espn, que o deslocou do Juventus Stadium, em Turim, onde se fala a primeira e culta flor do Lácio, para algum lugar imaginário do Império atual, quem sabe, Connecticut, ao pronunciar o latino Stadium como o inglesificado Steidium. Força dos hábitos atuais, está desculpado.
Mas, enfim, La Vecchia Signora, retomando sua tradição, partiu pra cima do Real e logo aos 9 minutos chegou ao seu gol de abertura, com Morata, cria do Real, diga-se, colhendo rebatida de Casillas em disparo de Tevez, esse meia-atacante excepcional, que, já no segundo tempo, em arrancada vertiginosa sofreria o pênalti que ele mesmo converteeria para carimbar a vitória do seu time.
Entre este e aquele lance, o Real levantou a fronte, chegou ao seu gol com Cristiano Ronaldo, de cabeça, aproveitando toque de James Rodriguez por sobre o goleiro. Aliás, o que joga esse colombiano, que, logo em seguida, meteu uma bola na trave, num cabeceio fulminante.
Mas, o Real insistiu em manter Sérgio Ramos como volante, mesmo depois de levar o gol de desempate, quando o bom senso indicava que Chicharito deveria entrar no comando do ataque, com o recuo de Sérgio à defesa e a saída de um dos dois beques.
Mas, essas ousadias não fazem parte dos treinadores italianos, embora os dois à beira do gramado sejam uma exceção, até a página 9. E, quando Chicharito entrou, no lugar do meia Isco, logo a resposta veio com a substituição de um volante, Sturari, por um terceiro zagueiro, Barzagli.
E, até os acréscimos, o que se viu foi um Real incapaz de furar a retranca juventina, ainda que insistisse com bolas cruzadas à área. Velho e revisto filme.
Embora derrotado, pelo gol conquistado fora de casa, o Real não tem motivo nenhum para jogar a toalha, pois tudo vai se decidir no Santiago Bernabéu (ou será Sentaiago Birnabiu?), quem sabe com Benzema já de volta, o que fará alguma diferença.