O gênio e a vitória do Barça

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O amigo vai dizer que tudo se resumiu ao súbito despertar de Messi, já lá pelos 33 minutos do segundo tempo, quando o gênio argentino abriu o cadeado de Neuer pela primeira vez. Afinal, até então, a bola estava rigorosamente dividida entre Barça e Bayern, entalada entre dois sistemas de marcação muito determinados, o que subtraiu do jogo o estilo de ambos, parecidíssimos, por sinal, de hábito, filhos diletos de Guardiola: um jogo de envolvimento, via troca de passes incessantes e penetrações incisivas, quando nas proximidades da área inimiga.

Trata-se, porém, de uma meia verdade. Pois, no jogo das chances criadas, o Barça merecia ter encerrado o primeiro tempo com o placar de 3 a 1. Sim, porque o gol esteve aos pés de Neymar duas vezes e outra no de Daniel Alves, enquanto Lewandowski chegou tarde em bola letal cruzada à frente da meta catalã.

Em duas delas, Neuer, esse gigante, salvou com os pés, e, entre uma e outra, Rafinha salvou no ato.

O maior problema do Bayern era a ausência de seus dois principais craques – Robben e Ribéry. Seria o equivalente a extrair do Barça Messi e Neymar. E o maior problema do Barça era a baixa participação de Iniesta, fundamental para que o trio MSN funcionasse a contento lá na frente.

Diante disso, o jogo manteve-se naquela zona da indecisão, à espera de que um dos craques presentes rompesse a névoa.

Bem, quando a questão é essa, o facho de luz, inevitavelmente, recai sobre a silhueta de Messi, um tanto à sombra da partida como seus parceiros de ataque. E, aos 33 minutos, Messi recebe de Daniel Alves – que, diga-se, fez uma partida exemplar -, pela meia-direita, ajeita e bate no cantinho de Neuer.

Faltava ainda o toque mágico, aquele que faz de Messi um dos maiores da história do futebol em todos os tempos. E ele veio em seguida, quando recebeu de Rakitic, pela direita, invadiu a área, deu um corte que jogou Boateng no chão, e, na saída de Neuer, meteu uma colherzinha de direita na bola e deixou Rafinha estatelado em meio às redes, tentando em vão salvar o segundo gol do Barça.

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E, no finzinho, já nos descontos, Messi vestiu as sandálias da solidariedade e serviu Neymar de bandeja. O brasileiro, em alta velocidade, diante de Neuer, finge o chute que engana o goleiro e antecede o toque final: 3 a 0.

Placar folgado, mas não definitivo para o jogo da volta em Munique por uma semifinal que deveria ter sido escolhida pelos deuses como a decisão da Liga dos Campeões.

2 comentários

  1. Caro Alberto Helena Júnior um dos maiores Comentaristas de Futebol que conheci. Sou Gremista e moro em Manaus há 15 anos. Tive a sorte de ver Pelé jogar três vezes no Olímpico no ano 60 con tra o Grêmio de Alcindo.
    Sempre Pelé será o melhor jogador de todos os tempos MAS DEPOIS DELE acredito que o melhor é Messi, me desculpem, Zico, Maradona, Romário, Ronaldo, Ronaldinho, Van Basten, Johan Cruyff, etc. GRATO. JOÃO PAULO.

    1. Caro joão paulo concordo com voce depois de pelé messi é o melhor, e detalhe temos que esperar ele encerrar a carreira para afirmar viu, porque não temos noção onde ele pode chegar.

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