
Se o Barça massacrou o pobre Getafe, em casa, por 6 a 0, o Bayern teve uma noite de insônia: não apenas foi eliminado nos pênaltis pelo rival Dortmund, nas semifinais da Copa da Alemanha, como certamente perdeu Robben, seu principal jogador, para as outras semifinais, aquelas que valem ouro pela Liga dos Campeões.
Sim, porque foi Robben entrar no segundo tempo, depois de um mês no estaleiro, para sair em seguida, mancando.
E o mais trágico foi ver o Bayern dominando o adversário o tempo todo, inclusive na prorrogação, e acabar perdendo a vaga para a decisão do título em quatro pênaltis desperdiçados inacreditavelmente: no primeiro, Lahm, escorregou e chutou por cima; no segundo, idem com batas na cobrança de Xabi Alonso; no terceiro, Götze bateu nas mãos do goleiro; e, no quarto, foi a vez de Neuer, o maior goleiro do mundo e aquele que melhor sabe jogar com os pés, ao lado de Ceni, disparar na trave.
Maus presságios para o embate entre os dois melhores do mundo pela Liga dos Campeões.
Pois, o Barça, um pouco antes, havia esmerilhado diante do Getafe pelo campeonato espanhol, no Camp Nou. Só no primeiro tempo, meteu 5 a 0, com dois de Suárez, um de Messi, um de Neymar e outro de Xavi. Todos, belos gols, inclusive o pênalti cobrado por Messi, de cavadinha, ao melhor estilo Djalminha. No segundo tempo, Messi fez outro golaço, ao colocar no ângulo oposto bola recolhida na direita da área coalhada de inimigos.
O Barça está voando, gente. E o Bayern segue angustiado com tantas lesões de seus principais jogadores, embora um deles – Schweinsteiger – tenha entrado em campo na etapa final e participado de dois lances decisivos, salvos pelo goleiro australiano. Angústia relativa, compatível com a grandeza dos bávaros, que acabam de se sagrar campeões alemães no fim de semana, com rodadas de antecedência e campanha excepcional.
E, quando dois gigantes desses se encontram, desfalcados ou não, tudo pode acontecer.