O Cruzeiro vinha invicto na Libertadores, sem tomar gols e até que jogava melhor do que o Huracán, no El Palacio, em Buenos Aires, quando alguém lá em cima apagou as luzes, do juiz e da zaga azul: Leandro Damião sofreu falta, o juiz não deu, e a bola foi para Ábila, impedido, marcar.
Logo em seguida, novo apagão da zaga, especialmente de Paulo André, em noite trágica, e Ábila, outra vez, ampliou.
Daí pra frente, a Raposa se dividiu ao meio. Enquanto lá na frente tentava se organizar, sobretudo a partir do gol de pênalti cobrado por Leandro Damião, já no comecinho do segundo tempo, aqui atrás era uma lambança após outra, culminando com o terceiro dos argentinos, perpetrado por Mancinelli de cabeça, em lance infantil da zaga cruzeirense: bola alçada na vertical para a área deserta de azuis.
E olhe que Ábila, o artilheiro da noite, ainda se deu ao luxo de desperdiçar mais duas chances de ouro.
Enfim, apesar da noche triste, verdadeira letra de tango mineiro, nada está perdido para o Cruzeiro, que pode perfeitamente obter sua classificação no Mineirão ainda.
Mas, seguindo em frente na Libertadores ou não, o Cruzeiro precisa urgentemente de um meia-armador, um substituto para Everton ribeiro, pois com esses três volantes aí esse trem não anda, sô!