
O Barça fez um tour por Paris, nesta quarta-feira. Visitou a torre Eiffel, circundou a pirâmide de vidro do Louvre, entrou no Parc des Princes, botou a bola no chão e meteu 3 a 1 no PSG como quem sorvia uma taça de champagne, tendo como guia o uruguaio Luisito Suarez, autor de dois gols, com direito a duas canetas em David Luís.
O outro, o primeiro, diga-se, foi de Neymar, que, em passe medido de Messi, chegou diante do goleiro e só tocou no canto oposto, bem ao seu estilo.
Aliás, desta vez, Luis Enrique não ousou substituir Neymar. Só faltava!, pois o brasileiro, além de jogar muito bem com a bola nos pés, desdobrou-se na marcação aos adversários e esteve sempre disponível para os companheiros aliviarem as jogadas mais apertadas.
Mas, quem deu o tom certo no time do Barça foi o veterano Xavi, que entrou no segundo tempo no lugar de Iniesta, machucado – que há tempos não vem jogando tudo o que sabe -, e assentou o passe do seu time, em noite pouco inspirada de Messi.
Com esse resultado, mesmo tendo Ibra de volta no jogo na Catalunha, dificilmente o PSG conseguirá desbancar o Barça na corrida pela vaga para a próxima fase da Liga dos Campeões.
Quem, no entanto, vai ter de se desdobrar em casa será o Bayern, que naufragou no Porto: 3 a 1 para aquela legião de brasileiros.
Mas, os que fizeram a festa lusitana foram o português Quaresma, autor de dois gols, e o colombiano Jackson Martinez, que selou o placar. Todos os três gols fruto de falhas inconcebíveis da defesa catalã, em especial, pela ordem, Xabi Alonso, Dante e Boateng.
Sim, como de hábito, o Bayern teve a bola a seus pés, envolveu o adversário, fez seu gol com Thiago Alcântara e até poderia ter reduzido o placar. Mas, sem Robben, Alaba, Ribéry e Schweinsteiger, os bávaros não são os mesmos e estarão sempre sujeitos a surpresas como essa.