Ah, Real…

AFP
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Foi um verdadeiro massacre, técnico e tático, do Real sobre o Atlético de Madri, no primeiro tempo, quando os merengues criaram, por baixo, meia dúzia de chances de marcar, mas esbarraram nas mãos providenciais do goleiro Oblak. Com Modric, James Rodriguez e Kroos armando o jogo para o trio BBC lá na frente, o Real envolveu seu adversário, chegou a fazer meia-linha dentro da área inimiga, em vão.

Se o jogo virasse 3 a 0 para o Real não seria nenhum exagero.

O Atlético, mesmo jogando em casa, limitou-se a defender sua área com todos os seus jogadores, menos Mandzukic.

No segundo tempo, o Atlético resolveu sair daquela retranca feroz e deu algumas estocadas no inimigo, mas nada tão letal. E o jogo terminou com o placar no zero, sulcando uma ruga na testa do Real, que, se tomar um golzinho no Santiago Bernabéu terá de rebolar diante do regulamento.

Um golzinho de bola parada, claro, que é praticamente o único recurso do Atlético.

Por falar nisso, confesso que me incomoda a exaltação excessiva da nossa jovem mídia em relação ao trabalho do técnico Diego Simeone.

Claro que o argentino é do ramo e sabe montar direitinho seu time, nos padrões convencionais de muita determinação e pouca imaginação. Joga no erro do adversário e só.

Ah, mas o cara não dispõe de craques como o Real, o Barça e tal e cousa e lousa. Peraí! Esse time do Atlético é composto por vários jogadores de primeira linha do futebol europeu, alguns deles, titulares de suas respectivas seleções, como Miranda, Godin, Juanfran, Arda Thuran, Mandzukic, Griezman etc.

Não é nenhum Moleque Travesso dos tempos de Milton Buzeto. Mas joga como tal.

A turminha que gosta tanto de incensar a tal modernidade, ao exaltar o trabalho de Simeone à beira do orgasmo, cai em contradição, pois esse jeito de jogar é mais velho do que andar a pé.

No outro jogo da Liga dos Campeões, a Vecchia Signora bateu o Monaco, outro timinho retranqueiro, por 1 a 0, gol de pênalti, no Stadium Juventus. Eu disse Stadium, assim como se lê em português, já que a pronúncia nossa é a mais próxima da palavra em latim, herdada diretamente pelo italiano, país sede do clube e do estádio. E, não, Steidium, à inglesa, como preferem nossos colonizados locutores de futebol na tv.

Por falar em italiano, quero dar uma guinada, feito piloto de provas, área em que nosso personagem é mestre, entre outras, para lamentar a demissão de Cláudio Carsughi da Jovem Pan, onde brilhou durante 58 anos.

Sinal dos tempos em que a sabedoria acumulada ao longo dos anos não vale um tostão furado diante da imbecilidade generalizada, porém, imberbe.

 

 

 

Um comentário

  1. Prezado Alberto,
    Tomei conhecimento do caso Carsughi através do seu blog.
    Há profisionais que não se demitem,apenas se aposentam.
    Além do mais,há muito Carsughi deixou de ser profissional para ser uma lenda,e uma
    lenda jamais será demitida e muito menos esquecida.
    Em casos desta natureza,a empresa pela qual trabalhava deveria haver realizado uma
    singela festa de despedida e promovendo o evento para um grupo de convidados escolhidos pelo homenageado.O caso é que se Carsughi fôsse convidar somente seus
    admiradores e seus seguidores,talvez a festa tivesse quer realizada no Maracanã.
    Abraço.

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