
Minas, que foi a capital do futebol brasileiro nos últimos dois anos, volta a campo na Libertadores por duas vagas ainda pendentes.
O Cruzeiro enfrenta o Mineros esta noite, no Mineirão, na esperança de que De Arrascaeta, a menina dos olhos das novas contratações, desencante de vez e mostre aquele jogo técnico e incisivo que o fez desembarcar na Toca. Assim como Leandro Damião, que se recuperou no campeonato estadual depois de uma fase de estiagem no Santos, mas ainda não disparou sua artilharia na Libertadores.
É natural que o Cruzeiro, ainda em reformulação, oscile como vem ocorrendo neste ano. Mas, uma hora, isso vira. Quem sabe a virada não tem início nesta noite?
O mesmo se pode dizer do Galo, que joga suas fichas na dupla de ataque – o menino Carlos, um tanto trepidante neste início de ano, e o gringo Lucas Pratto, este cumprindo seu desígnio de artilheiro, contra o Santa Fé, amanhã.
O que anda faltando nas duas equipes é mais criatividade na armação de jogadas, setor substancialmente ferido pelas saídas de Everton Ribeiro, na Raposa, e de Tardelli, no Galo. Mas, esse é um mal generalizado no nosso futebol de hoje, com tantos volantes que sabem sair, como gostam os pragmáticos de plantão, e tão poucos meias articuladores.