Fala, Galvão!

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Nesta terça-feira, não perca o lançamento da biografia de Galvão Bueno, perpetrada com letras douradas do meu querido Ingo Ostrovsky.

A festa será na Livraria Cultura da Paulista, a partir das seis e meia da tarde.

Galvão, quer queiram ou não, já é um dos mitos da televisão brasileira, mesmo antes de se afastar dos microfones e do vídeo. E um amigo querido de longa data.

Aliás, não sei se está no livro, mas, a transformação de Galvão de comentarista da Rádio Gazeta nos anos 70 para narrador da TV Guanabara, hoje Band, tem uma digital digital parcial deste que vos fala.

À época, era comentarista da TV Bandeirantes em São Paulo, fazendo parceria com Fernando Solera e Chico de Assis. Fui, então, chamado à sala do diretor geral da emissora que me pediu a indicação de três nomes para formar a primeira equipe de esportes da nova tv que estava sendo criada no Rio. Indiquei Galvão como narrador, por achar que ele tinha mais tique pra isso, pela qualidade da voz e velocidade com que se expressava. Para comentarista, sugeri dois nomes – Márcio Guedes e Luís Lobo, e, como repórter, Paulo Stein. Galvão, Guedes e Stein foram contratados e pudemos dividir a cobertura da Copa de 78, na Argentina.

Galvão nunca escondeu sua gratidão desnecessária por isso nas mesas de bar que frequentamos tantas vezes.

A propósito, aproveito a chance para reafirmar que minha saída do Sportv não se deveu a nenhuma injunção do Galvão. Ao contrário. Digo isso, porque é muito comum ouvir referências desse tipo dos amigos telespectadores com quem cruzo nas ruas. Voltei pra Gazeta por decisão minha e da direção da velha e querida Gazetinha, casa de todos nós.

Por tudo isso, clamo aos quatro ventos – Fala, Galvão!

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