Gostei de ver, Dunga!

AFP
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Gostei do Brasil de Dunga, não apenas pela vitória por 3 a 1 sobre a França, em pleno Stade de France, mas, sobretudo, pelo desempenho da equipe. Ou melhor: pela variação de estilos ao longo da partida.

Na primeira fase, com a França fechadinha, o Brasil soube tentar contornar o bloqueio via troca de passes e envolvimento. E não se descontrolou, a não ser em breves minutos, mesmo depois de levar aquele gol de cabeça de Varane, em cobrança de corner, logo aos 7 minutos de partida.

Botou a bola no chão, cuca fresca, e seguiu buscando o empate sem pressa até chegar lá, no finzinho dessa etapa, em troca de passes que culminou com o toque de Firmino para Oscar deslocar o goleiro.

No segundo tempo, como a França partiu pra cima, atrás da vitória, nossa Seleção resguardou-se sem, contudo, cair numa retranca e rapidamente respondia, de pé em pé. E foi assim que virou o placar, com William arrancando pelo meio e servindo na hora exata a Neymar, que fuzilou Mandada: 2 a 1.

Nem assim, o Brasil recuou. Apenas soube conter os avanços franceses com sua linha de defesa tradicional. E, quando a bola chegava à nossa meta, Jefferson lá estava atento e providencial, com duas intervenções precisas, uma com os pés, outra com a mão cruzada, em tiro longo de Greizmann.

Como mantinha o controle dos nervos, da bola e dos espaços, o terceiro gol veio naturalmente com aquela cabeçada fatal de Luiz Gustavo em cobrança de escanteio por William.

Quer dizer, o Brasil tanto soube jogar debruçando-se sobre o adversário, como no primeiro tempo, quanto contra-atacar com presteza e eficiência, como no segundo. É isso que se chama de equilíbrio numa equipe de futebol, a capacidade de ser protagonista em qualquer situação de jogo, coisa que não se via acontecer com nossa Seleção há muitos anos.

Quanto às atuações individuais, não houve nenhum destaque excepcional, mas todos jogaram bem, cada um na sua função. Inclusive o novato Firmino, que demonstrou ser capaz de se movimentar com juízo lá na frente, participando das trocas de bola com seus companheiros.

Pena que Dunga não tivesse dado um espaço para P. Coutinho, que anda esmerilhando no Liverpool há tempos.

Mas, a vez de Coutinho haverá de chegar ao longo dessa firme caminhada do time de Dunga, que chegou à sétima vitória consecutiva, desta vez contra uma equipe categorizada, sem ser um desses timaços de embasbacar, mas de futebol respeitável.

7 comentários

    1. Já consertei.É que eu havia citado aquela cabeçada inicial de Benzema.Na edição, deixei Varane de fora e ficou o Benzema. Perdão.

      1. Desculpe minha ignorância Djalma. Amistosos contam muito especialmente quando é um time em formação e precisa de entrosamento como nossa seleção . Respeito sua opinião com um português correto ou incorreto ( como o meu) mas discordo completamente. É preciso ser imparcial e mesmo não sendo fã do Dunga tenho que admitir que ele está fazendo um bom trabalho. Da- lhe Brasilll!! Abraço

  1. Caro amigo Helena,

    Sou fã confesso do seu trabalho, acredito ser um dos poucos jornalistas que exercem seu ofício da forma como ele deve ser exercido, com imparcialidade. Mas desta vez por respeito e admiração que tenho a você tenho que discordar de sua análise.

    Nossa “seleção” é um arremedo de time, com jogadores nota 5,5, com um pseudo-craque e que quando tomou o primeiro gol contra a França note a expressão de medo no rosto de cada um dos jogadores, parecia uma reprise do jogo como a Alemanha na Copa do Mundo!

    O que tivemos foi um misto de sorte nos gols (2 de contra-ataques e 1 de bola parada) que marcamos, somados aos milagres do nosso goleiro, adicionados ao preciosismo da seleção francesa em tocar a bola para lá e para cá sem objetividade e, o mito da camisa amarela da seleção que ainda enverga varal quando estendida com 1 ou 2 gols de vantagem…

    Resumindo, não vejo avanço nenhum em nossa seleção, ela não pratica um futebol de nível mundial, e mais, enquanto enxergarmos apenas os resultados sem analisarmos como chegamos de fato à eles nós jamais retornaremos ao topo do futebol.

    Minha opinião.

  2. Nao e qualquer time que ganha da Franca ( jogando em casa) e com um futebol equlibrado e eficiente. Pode ate nao gostar mas tem que admitir que foi uma otima vitoria e que esta melhorando. Isso e claro e notorio!!

    1. Julio Cesar , você não usa acentuação ? faltou nessa aula ?
      Amistoso não é nada, é apenas treino. Eu não gosto do Dunga e acho que a maioria do povo brasileiro também não gosta. O Brasil está longe de ser o melhor do mundo, os alemães que o digam

  3. Bom dia Helena!
    Estou contigo o Dunga deu equilíbrio e confiança pra essa equipe e convenhamos não consigo enxergar no Brasil um treinador que tenha a capacidade de levantar o moral desses atletas depois da terra arrasada da copa do mundo.
    Mesmo que grande parte da mídia torça o nariz pro Dunga, temos que admitir o cara é super carismático e tem uma liderança invejável.
    Os números dele são incontestáveis, foi muito injustiçado no passado e agora que Deus o abençoe nesse novo desafio.

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