
Foi um baile do Palestra, que começou com tarantella napolitana e terminou em ritmo de valsa florentina: 3 a 0 no Tricolor, placar que ficou pela metade diante das chances claras criadas e desperdiçadas pelo Verdão.
Ah, mas o Palmeiras foi beneficiado pela expulsão precoce de Tolói, logo aos 7 minutos de bola rolando.
Sim, mas a essas alturas, o Verdão já vencia por 1 a 0, golaço de Robinho do meio da rua, em dupla falha de Rogério Ceni, que devolveu mal a bola a jogo e não mediu bem a distância entre a bola e sua meta depois do disparo, justamente na celebração dos mil e duzentos jogos do mito com a camisa tricolor.
E pressionava, quando Tolói deu duas estocadas na perna direita de Dudu, antes de levar a cotovelada que o tirou do sério, a ponto de voltar e dar uma pernada no adversário sem bola – vermelho, sem discussão.
Na sequência, o Verdão perde duas ótimas oportunidades para ampliar. E aqui Muricy comete seu primeiro engano: trocou Pato pelo zagueiro Edson Silva.
Ora, se você está com um a menos e perdendo o jogo, não pode abrir mão do único atacante veloz do time, capaz de puxar um contragolpe, especialmente se esse cara é o artilheiro do time, mesmo jogando esporadicamente.
Foi realizar a troca e Rafael Marques finalizar contragolpe bem executado por Dudu: 2 a 0.
No intervalo, novo vacilo do meu querido Muricy: a saída de Ganso, que bem ou mal, é o principal assistente da equipe, para a entrada de Centurión, atacante de uma no cravo outra na ferradura. Assim, o São Paulo ficou sem arco nem flecha.
Já o Palmeiras sobrava em campo, com esse magnífico Zé Roberto deslizando pelo gramado, como nessa bola que recebe de Arouca para cruzar na medida em direção a Rafael Marques, que pega de prima. Belíssimo terceiro gol, ao som de uma staccato de Paganini.
Zé Roberto, Robinho, Arouca, Gabriel, Rafael Marques, Dudu, mais as arrancadas pela direita, isso tudo esculpia no gramado da Allianz Parque uma pequena obra-prima de domínio da bola e dos espaços, ainda que o ritmo refluísse ao correr da partida, embora as chances de mais gols se repetissem até o fim, sobretudo por aquela finalização clara de Gabriel, nos últimos movimentos do baile, que terminou em pizza e chianti nas cantinas da Pompéia ao Bexiga.
Uma verdadeira celebração.
Deus do céu, vocês da imprensa tem uma visão distorcida e totalmente unilateral das coisas. Palmeiras foi beneficiado no lance da expulsão? Reveja o lance, o Dudu só desfere a cotovelada porque o Tolói deu o primeiro rapa nas pernas do jogador. Qualquer juiz daria um amarelo para os dois, ou apenas conversaria e mandaria manterem a calma. Lance para amarelo. O que acontece em seguida, é realmente digno de expulsão: sem bola, o Tolói dá um segundo rapa no Dudu, só que esse mais forte e sem a bola…!
Essa papo de apito amigo, é lá para os lados do Parque São Jorge. Se não fossem 3 penais absurdos dados para o time de lá nesse campeonato, teria pelo menos 4 pontos a menos, ficando atrás do Palmeiras e São Paulo na classificação geral. Disso, vocês não falam.
Quero ver se tem coragem de dar uma réplica a este post, sobre a expulsão do Tolói.
Pelo visto, o amigo errou de endereço. Releia o texto e verá que aprovo a expulsão de Toloi.
parabéns Alberto vc foi dos muito poucos que viram realmente como aconteceu a jogada no Dudu. diferente de muitos (comentaristas corintianos de uma certa emissora) que ate falava que era o Dudu que deveria ter sido expulso.
Rsrs, isso mesmo Helena, você deixou bem claro que concorda com a expulsão, assim como eu também concordo. Sou palmeirense, fiquei muito feliz com o desempenho do Palmeiras, que não venceu pela expulsão, mas sim, venceu no momento em que o Rogério errou o chute e a primeira placa do Allianz Parque foi para o Robinho. Lembrando que, foi um jogo atípico, pelas expulsão. Não devemos perder a seriedade, que nos próximos clássicos, serão bem mais difíceis do que este. Ótima leitura do jogo Helena!
Concordo com você Helena. Você é um dos poucos comentaristas que não ficou defendendo o Tolói.
Aliás, adoro seus textos e acompanho sempre você no Gazeta Esportiva.
Abs
Concordo com Helena. O texto diz exatamente o contrário. Quero deixar claro que sou são-paulino.
Não adianta. Mesmo o jogo sendo entre Palmeiras e São Paulo, ambas as torcidas continuam perdendo o sono por causa do Corinthians. Essa estória de “apito amigo” do Corinthians é a desculpa mais esfarrapada que encontraram (ambos) pra justificar o longo períodos sem vitória sobre o alvinegro. A arbitragem anda péssima pra todo mundo. Veja neste mesmo Paulista quanto erros foram cometidos contra o Corinthians. O choro é livre…
Parabens Alberto Helena! memoria viva do futebol brasileiro. Seus comentários são isentos e corretos, honrando a crônica esportiva brasileira. Homens como você que é da minha época me emociona pela sua espontaneidade e firmeza. Saudades do velho e bom futebol da nossa juventude.
Um grande abraço,
Angelo.
são Paulo deve se dar por satisfeito, pois escapou de uma sonora goleada tantos foram os gols perdidos e que deixaram de fazer!!!!!!!!!!!!!!!!!
Boa análise! Só faltou mencionar que no 2°T Rafael Marques sofreu pênalti claro de Edson Silva. Próximo do lance, o árbitro mandou seguir. Seria a chance do 4×0.
Excelente texto! Parabens!