Brasil 1, Bancada da Bola 0

Ministério do Esporte/Oficial
Ministério do Esporte/Oficial

Não fossem nossos cartolas, na sua imensa maioria, incompetentes, irresponsáveis e desprovidos, sobretudo, de inteligência (sem falar nos malandros de plantão), o futebol brasileiro dispensaria monitoramentos governamentais como essa bem-vinda medida provisória anunciada pela presidente Dilma. Mas, no caso brasileiro, é algo indispensável, pra ver se nossos clubes tomam juízo e acertem suas contas daqui pra frente.

As dívidas conosco – pois é nosso dinheirinho, o dinheiro do Tesouro Nacional, fruto dos suados impostos pagos por nós, que está em jogo – terão um prazo monumental para serem quitadas pelos clubes: vinte e quatro anos. Ah, como gostaria de ter tais benesses nesta quadra da minha vida em que vinte e quatro anos representam a eternidade já garantida.

Mas, desta vez, há a contrapartida, que a Bancada da Bola, esperta e safadamente havia eliminada no passa-moleque anterior, quando incluiu a questão, na calada da noite, em outra medida que nada tinha a ver com essa questão.

O retorno à seriedade deu-se por conta da ação do Bom Senso e da firme decisão da presidente Dilma em abraçar a causa. Seja pra melhorar sua imagem pública tão desgastada pelas últimas manifestações de rua, seja porque desde sempre esteve empenhada nesse propósito.

O fato é que os clubes terão, doravante, de entrar na linha, o que certamente significará, a médio prazo, uma retração em investimentos nos seus respectivos elencos, embora não consiga visualizar como nosso futebol possa regredir ainda mais tecnicamente.

Neste caso, o torcedor terá de se despir das fantasias clubísticas e assumir as vestes de contribuinte, que fazer?

Resta, agora, esperar que a nefasta Bancada da Bola no Congresso perca sua disputa particular e nefanda no jogo de interesses no plenário, e que a medida passe por lá como a bola bem disparada varando as redes dos eternos inimigos do futebol brasileiro.

 

Um comentário

  1. Meu caro Alberto, o que me preocupa é: Os clubes terão de se adequar primeiro as regras para então ter a dívida parcelada, ou ela será parcelada para todos, e a partir daí, eles deverão cumprir as metas? Pois, se for a segunda opção, além de facilitar para os devedores desobedecerem as regras, ainda vai “premiar” clubes que, foram irresponsáveis como Corinthians, que deve atualmente mais de 20 milhões entre salários, direitos de imagem, premiação, e por outro lado, estará prejudicando quem lutou tanto para entrar na linha, como o Palmeiras que apertou o cinto e quase foi rebaixado, e o Cruzeiro, que pagam em dia, sem erro.

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