As cabeçadas de Michel Bastos

Fernando Dantas/Gazeta Press
Fernando Dantas/Gazeta Press

Aquela bola no poste logo aos 33 segundos de jogo foi o sinal para a ansiedade que rondava o Morumbi baixar como uma névoa sobre o São Paulo, aos pouquinhos.

O lance foi vertiginoso, bem engendrado e concluído: cruzamento de Pato para o cabeceio de Michel Bastos, que surgiu feito uma seta na pequena área do San Lorenzo.

Eis, porém, que nesse lance Pato torceu o tornozelo direito e acabou saindo logo aos 16 minutos. Fatal. O Tricolor que vinha dominando a bola e os espaços passou a errar os passes e a permitir que os argentinos, até então meros espectadores, pusessem as manguinhas de fora, numa sucessão de três ou quatro contragolpes de provocar arrepios à defesa adversária.

E, se Bruno, pela direita, vinha muito bem, Carlinhos, pela esquerda, muito mal, fruto do longo tempo em que esteve fora dos campos, contundido. Resultado: aos poucos, o São Paulo centralizou demais seus ataques, o que facilitava o trabalho da defesa argentina.

Centurión, que entrara no lugar de Pato, bem que tentava a jogada pessoal, mas esbarrava nas pernas do inimigo ou nas suas próprias. E a torcida, como de hábito, mexeu-se nas cadeiras, bufou, soltou assobios e encerrou o primeiro tempo ensaiando a vaia venenosa.

Contudo, coube justamente a Carlinhos quase empatar no início do segundo tempo, em magistral passe de Ganso que o deixou cara a cara com o goleiro. E, pouco mais adiante, pra má dos pecado, Luís Fabiano manda outra bola no poste, de cabeça, na cobrança de corner por Centurión.

A chance mais clara, porém, esteve nos pés de Barrientos, que recebeu passe com açúcar de Romagnoli, sozinho na marca do pênalti e disparou para providencia defesa de Ceni.

Já nessas alturas Kardec havia substituído Souza. E, já no fim, foi a vez de Ganso sair, sob algumas vaias, para a entrada de Boschillia, quando o Tricolor, mais calmo, rondava a área argentina, sem contudo concluir certo.

Mas, nada disso interferiu na jogada decisiva, aos 44 minutos, quando Carlinhos, que havia melhorado muito na etapa final, cruzou para Michel Bastos, enfim, acertar aquela cabeçada inicial: 1 a 0. Coisas do destino.

 

4 comentários

  1. Como o Luis Fabiano atrapalha o SPFC, em dois lances onde ele poderia simplismente fazer o pivo, rolar a bola, a 1ª na direita onde entrava sózinho livre de marcação para Michel Bastos, ele gira e bate em cima de três defensores argentinos, no segundo em tabela com Centurion, o Souza de frente com o gol na marca do penalti, ele vira o corpo não chutou não passou e perdeu a bola, tomara que ele continue no time para que o SPFC não cresça de produção.

  2. desabafo; o marketing do são paulo tem que rever o programa de socio torcedor, pois essa torcida é apaixonada, vibrante,a terceira maior do pais, tem um bom poder aquisitivo, e tem Rogerio Ceni no seu ultimo ano como jogador profissional, isso seria o suficiente para que se tornar o time com maior numero de socios torcedores, pois isso não acontece, a torcida tem um grau de instrução maior que as outras, e sabe fazer bons negocios, coisa que hoje o programa socio torcedor do spfc não é, precisamos de mais vantagens e descontos, temos um stadium que cabe 80.000 pessoas e não colocamos 20.oooo, na minha humilde opinião a culpa é da diretoria que não reforça o programa do socio torcedor, temos que colocar em todos jogos lotação maxima apenas com os socios torcedores, mensalidade minnimo 15 reais e no maximo 100 reais e ingressos com no minimo 50% e maximo 80% de desconto para socios torcedores + vantagens , isso é inteligente. :bravo2

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