
Ainda estou extasiado com esse jogo da Liga dos Campeões da Europa que o Barça merecia ter vencido o City por uns cinco ou seis, não fosse a atuação espetacular do goleiro Hart, que salvou, por baixo, cinco chances, cara a cara, com Neymar, Suarez e Messi, ninguém menos do que esse trio fabuloso.
Só com Neymar foram três. Com Messi, duas. Dois atacantes implacáveis, especialistas em definir essas bolas diante dos goleiros.
No fim das contas, deu 1 a 0, golaço de Rakitic, que encobriu Hart, em passe exato de Messi. No placar agregado, 3 a 1, mais do que suficiente para levar o Barça, pela oitava vez consecutiva, às quartas de final da maior competição de clubes do mundo.
Isso, porque o City ainda perdeu um pênalti, cobrado pelo artilheiro argentino Aguero e defendido por Te Targen, o goleiro alemão do Barça.
O empate, cá entre nós, teria sido uma injustiça sem par.
Afinal, o Barça teve a bola a seus pés a maior parte do tempo, naquele seu estilo peculiar de toque de bola incessante, embora desta vez, tanto o gol quanto as chances perdidas foram fruto de contragolpes velozes e bem executados pelos catalães.
E isso só serve para exaltar ainda mais a variedade de repertório desse time, capaz de envolver o adversário, jogando o tempo todo no campo oposto, quanto recuar, se defender e partir em contra-ataques mortíferos sempre que recuperar a bola.
Igualzinho ao que acontece com nossos principais times, não é mesmo?
Imagine um dos nossos nessa situação: o City apertando, como apertou no segundo tempo, com 1 a 0 a nosso favor, valendo classificação, o que faria um dos nossos professores?
De imediato, meteria mais um volante de contenção, se não um beque a mais, que não há de se dar sopa pro azar. Vai que…
Vai que… e Luís Henrique sacou um meia mais defensivo, Rakitic, e botou em seu lugar o menino Rafinha, um meia canhoto, habilidoso e mais ofensivo. Resultado: retomou o espírito do jogo, a bola e criou mais três oportunidades de ampliar o placar, quebrando o ímpeto dos ingleses, num momento em que o jogo estava lá e cá, eletrizante.
É uma questão de duas cabeças.
Fantástico Barça! Me apaixonei por esse clube, por uma questão filosófica futebolisticamente falando, ou ainda por questões políticas, e também é o time que ousou peitar o clube da realeza. É lindo ver a torcida vibrar a cada saída de bola da defesa sem dar um chutão, (enquanto por terras tupiniquins, vibra-se com os chutões da zagueirada para as arquibancadas) é lindo ver um time que joga e deixa jogar, com uma fome intensa de atacar os 90 minutos, enfim, como disse Sir Alberto Helena Júnior: E X T A S I A N T E ! ! ! !