Mônaco e Atlético, que fazer?

AFP
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Bem que o Arsenal tentou, fez 2 a 0, com Giroud e Ramsey, e esteve a pique de fazer o terceiro, aquele que lhe daria sequência na Liga dos Campeões, mas não deu.

Uma pena, pois o Mônaco, mesmo jogando em casa, mal passou da linha do meio de campo, enquanto os ingleses do francês Wenger faziam tudo certinho. Não perderam a cabeça nem mesmo nos últimos minutos de partida, seguindo com seu tradicional toque de bola, envolvimento, atacando pela direita, pela esquerda, pelo meio, sem o habitual chuveirinho desesperado.

Houve um instante em que a bola ficou circulando dentro da área do Monaco por uma eternidade, antes do chute cortado por uma das centenas de pernas francesas ali postadas. E, outro, em que o goleiro salvou quase dentro do gol.

Claro que a desclassificação do Arsenal não se deu nesse jogo, nessas circunstâncias. A perda da vaga veio no jogo de ida, quando, apesar de ter dominado o adversário, tomou aqueles 3 a 1 implacáveis, três contragolpes mortíferos, o último justamente quando estava a ponto de empatar.

Faz parte. Ótimo para o Mônaco, que pintou como um novo fantasma europeu, com todo aquele dinheirão vindo Deus sabe de onde, logo depois recolhido. Mas, péssimo para o futebol como um todo.

Ao mesmo tempo, o Leverkusen, no Vicente Calderón, levou um gol de Mário Soares, que empatava a disputa no placar agregado, mas esbarrou no sólido sistema defensivo do Atlético de Madri.

E a coisa toda foi para a prorrogação, onde a bola ficou mezzo a mezzo, com uma chance pra cada lá. E a solução foi para os pênaltis, área dominada pela tensão em que, contrariando o lugar-comum, os frios alemães perderam para os calientes espanhóis, creia.

E assim Mônaco e Atlético seguem em frente, que fazer?

 

 

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