
O jogo corria naquele ramerrame habitual, bola pra cá, pra lá, muitos passes errados de parte a parte, e nada de o Corinthians fustigar a meta do Danúbio, naquela versão uruguaia da rua Javarí, quando, já aos 24 minutos do segundo tempo, Fagner cruzou da direita para Guerrero, de prima, abrir a contagem. Sempre ele!
É verdade que o Corinthians teve uma chance de ouro antes para inaugurar o placar, quando Elias sofreu pênalti, aos 16 minutos da etapa final. Mas, Renato Augusto fez o obséquio de chutar nas nuvens. E a coisa só melhorou justamente com sua saída e a entrada de Danilo, aquele meia capaz de, lentamente, fazer duas ou três jogadas decisivas.
Bem, com 1 a 0 no placar, estava tudo na medida alvinegra. Com exceção de uma ou duas bolas cruzadas em sua área que eriçaram os pelos da Fiel, nada acontecia por lá, pois, como de praxe, todo o sistema defensivo corintiano funcionava impecavelmente. Além do mais, o Danúbio, que sofreu desmanche recentemente, não é de incomodar defesa alguma.A não ser numa jogada como essa, em que, já no finzinho da partida, Gonzales partiu do meio de campo com a bola dominada, passou por dois corintianos e guardou no canto.
Em seguida, o juiz apitou o fim de papo, e o Timão somou mais uma vitória nessa longa série invicta, sem brilho, mas com a eficiência de sempre.
Texto horrível.