
A rodada deste fim de semana do Paulistinha – um entrave para a melhora em geral do nosso futebol, pois não serve nem para aqueles que disputam paralelamente a Libertadores e a Copa do Brasil testarem suas possíveis revelações das bases – estará novamente esvaziada de interesse.
Corinthians e São Paulo, de olho nos jogos da Libertadores do meio de semana, por certo entrarão em campo com seus times reservas, contra Red Bull e Ponte, respectivamente.
O Timão, navegando em águas mansas, nem dá bola pra essas coisas: tanto faz jogar com titulares ou reservas, já que ambos estão bem adaptados ao esquema de Tite, um jogo de segurança acima de tudo. Sem brilho, é verdade, mas organizadinho e firme no sistema defensivo, para o qual todos colaboram.
Já o Tricolor, ao contrário, enfrenta turbulências de toda ordem, dentro e fora do campo, o que se reflete claramente no comportamento do técnico Muricy, visivelmente contido pelos males clínicos que o assombram e pelas fofocas de bastidores, que nenhum bilhete em contrário da diretoria haverá de sufocar de vez.
Isso, evidentemente, está se refletindo na maneira de o time jogar, um futebol desorganizado, com as linhas esparsas, hesitante na defesa e anêmico no ataque, embora ainda seja a maior artilharia desse inexpressivo torneio paroquial, o que também reduz a performance individual de seus jogadores. E, acima disso tudo, paira o peso das duas derrotas consecutivas para o grande rival Corinthians, somadas à longa série de infortúnios no Majestoso dos últimos tempos.
Para piorar ainda mais o cenário tricolor, o jogo será com a Ponte, que vem bem, em Campinas. Huummm…
E, nesse processo de esvaziamento do campeonato, até o Santos, que acaba de confirmar o interino Marcelo Fernandes como técnico oficial (até quando, só Deus sabe), deve poupar alguns titulares, sábado, contra o Marília, pois joga no meio de semana pela Copa do Brasil, o caminho mais rápido para a Libertadores. E olhe que o Peixe é sério candidato ao título paulista. Mesmo assim…
Já o Palmeiras não pode se dar a esse luxo. É um time em formação que, depois de significativa série de bons resultados, vem de derrota para o Peixe e precisa se reabilitar diante do XV, no Allianz Parque, que, novamente, deverá estar cheio, sobretudo nesse sugestivo horário das onze horas da manhã de domingo. Duro para os jogadores, por causa do calor, mas muito agradável para o torcedor, que verá seu Palestra em campo e ainda terá tempo para saborear o macarrão da mamma, com um belo bicchiere de chianti e depois tirar aquela soneca de lei.