
O clássico na Vila foi um desses raros momentos do nosso futebol em que a bola rolou com fluência sempre em direção às metas.
Nada excepcional, nada de tirar o fôlego do espectador, mas um jogo agradável de se ver, com os dois times brigando muito pela posse da bola, e, quando a recuperavam, tratavam de levá-la à frente sem aquelas amarras que habitualmente travam nossos times nos dias de hoje. Era como se os vinte e dois jogadores seguissem à risca aquele mandamento da bola: “Defender é preciso, mas atacar é essencial”.
Como? O amigo não conhece esse provérbio? Claro, pois acabo de inventar.
O fato é que o Palmeiras começou mais ousado, a ponto de provocar três escanteios seguidos, até que o zagueiro Vítor Hugo, de cabeça, abrisse o placar, logo aos 7 minutos. Mas, o Peixe não se abalou. E passou a dominar o espírito do jogo a partir do instante em que Robinho entrou em cena. Movendo-se por todos os lados e acionando seus companheiros com precisão, Robinho colocou o Peixe no jogo. E, aos 23, Ricardo Oliveira recebe na esquerda e rola pra Renato entrar sozinho na cara do gol: 1 a 1.
E. até o final do primeiro tempo, o jogo se acelerou chegando a ficar eletrizante, antes de refluir um pouco já na segunda etapa. Até que Robinho, pela esquerda, mete um passe exato para Ricardo Oliveira se livrar do beque e dar uma cavadinha mortífera na saída de Fernando Prass: 2 a 1.
Bem que o Palmeiras tentou a recuperação com algumas mexidas interessantes, como a passagem de Zé Roberto para o meio na entrada de João Paulo e tal e couisa e lousa e maripousa, em vão, porém.
E assim se conta a história desse clássico que, entre mortos e feridos, salvaram-se todos, como dizia aquele apresentador chinês de tv. O Santos, vitorioso. O Palmeiras, embora derrotado, confirmando que já tem um time pra fazer boa figura em qualquer torneio, mesmo ainda incompleto.
Robinho. Incrível como a camisa branca faz bem ao moço. Nasceu para jogar no Santos!!!
Bela anáise Alberto Helena Júnior,infelizmente a maioria dos profissionais da crônica esportiva brasileira não são éticos igual a você.Talvez você tenha o seu clube de coração claro,mais a sua grande virtude é ser profissional acima de tudo,além de ser um grande conhecedor do esporte, e respeitar todos os times de futebol e suas respectivas torcidas. Por isto sempre te admirei.Você é peça rara nos dias de hoje .Parabéns.Abraços