A queda de uns e a graça do Bayern

A rodada decisiva das oitavas de final da Liga dos Campeões confirmou a queda vertical dos dois times que reinaram durante o semestre passado na Europa: Real Madrid e Chelsea. Ao mesmo tempo em que timbra o avanço incontrolável do Bayern de Guardiola, que nesta tarde massacrou a legião brasileira do Shakart por 7 a 0, ô numerozinho cabalístico esse…

Ontem, o Real passou pela fresta da agonia para as quartas de final do torneio, ao perder por 4 a 3 para o Schalke, em pleno Santiago Bernabéu fulo da vida com seu time. Graças, a Casillas que, se falhou num dos gols alemães, salvou a pátria no final com uma defesa milagrosa, e aos dois gols de Cristiano Ronaldo, que, apesar da artilharia, na bola rolando jogou quase nada, como de resto seus demais companheiros. E isso acontece justamente três dias depois de o Barcelona tomar-lhe a liderança no Campeonato Espanhol. É dose.

Dose dupla foi a do veneno mortal que o Chelsea tomou em casa, ao ser desclassificado pelo PSG, que jogou com um a menos desde os 31 minutos da etapa inicial até o fim da prorrogação de um jogo que terminou empatado por 1 a 1 no tempo regulamentar. Vale dizer que o expulso foi ninguém menos do que Ibrahimovic, o craque absoluto do time. E, mais dolorido ainda: no comecinho do tempo adicional, Thiago Silva cometeu um pênalti infantil, ao pular com os dois braços erguidos, tocando a bola. A vaga era azul.

Mas, num rasgo do destino, coube ao próprio Thiago Silva meter de cabeça o empate que levou seu time para a fase seguinte da Liga dos Campeões. Foi do inferno aos céus em poucos minutos o nosso zagueiro.

Quem não sofreu sequer um arranhão moral, quanto mais técnico, foi o Bayern que deixou sua cota de hesitação no jogo de ida, quando empatou por 0 a 0 com o Shaktar. Esse mesmo Shaktar que acaba de tomar uma goleada por 7 a 0, um tanto modesta diante do volume de jogo dos alemães.

Costuma-se dizer que um time, quando se debruça sobre o adversário o tempo todo, alugou meio-campo. Pois, o Bayern, nessa partida, alugou a grande área do Shaktar, isso, sim. Tanto, que dois dos gols foram perpetrados pelos zagueiros Boateng e Badstuber, não em cobranças de corner ou falta, como de hábito. Nada disso, foi com bola rolando de pé em pé.

E aí segue o Bayern de Guardiola marcando seis, sete, oito gols, jogo sim, outro também, seja no seu campeonato onde é líder disparado, seja na Liga dos Campeões, calando a boca dos idiotas de plantão para os quais esses resultados são coisas do passado, dos tempos em que se amarrava cachorro com linguiça.

Velhos com traços de jovem, isso, sim.

 

 

 

 

 

Um comentário

  1. Futebol moderno é o que o Tite implanta… Ligações sempre à base do chutão, meio campo brucutu (Ralf ou Petros), segurar o resultado e só se defender. Enquanto encherem a bola de cidadãos assim, sempre vai ser essa porcaria de futebol que a gente vê, com raros jogos diferentes.

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