
Se o Corinthians está mais entrosado, o São Paulo tem dois jogadores que podem desequilibrar um jogo como esse Majestoso do domingo: Ganso e Michel Bastos.
Os dois times estão mais preocupados com a Libertadores, onde o Timão segue à frente do Tricolor justamente pela vitória categórica do último confronto entre ambos, no estádio de Itaquera. Mas, sacumé…, quando eles se encontram, querem vencer até na moedinha de escolha do lado do campo.
Mais ainda o Tricolor, que joga em casa, e que está com aquela derrota, moralmente acachapante, entalada no gogó. Isso, tanto pode estimular o São Paulo a ponto de dominar o espírito do jogo e dar o troco devido, ou simplesmente naufragar na ansiedade, diante de um Corinthians que sabe se defender e manter a cabeça no lugar como poucos.
No plano tático, tudo indica, teremos um replay do jogo anterior: o São Paulo com a bola nos pés e o Corinthians fechadinho lá atrás. Talvez, como forma de surpreender, o Timão arrisque uma blitz inicial, algo que tem feito com certa frequência nesta temporada. Quem sabe, assim, arranque aquele golzinho providencial. Mesmo porque a defesa tricolor tem sido pouco confiável, sobretudo se Dória não estiver inteiramente recuperado da torção no tornozelo, sofrida no último treinamento.
Lá na frente, outro ponto de interrogação precede e sucede ao nome de Centurión, em respeito à pontuação do idioma natal do gringo. Sim, porque é justamente esse o problema de adaptação do argentino ao futebol brasileiro: não entender direito o que os companheiros dizem, tampouco fazer-se compreender por eles.
Pode parecer besteira, mas a falta de comunicação imediata e clara entre os jogadores, num esporte coletivo, é uma pedra na chuteira de qualquer um. A não ser que o cara seja um daqueles gênios cujo entendimento com a bola é tão íntima que dispense outros comentários. Não me parece ser ainda o caso de Centurión.