Na medida do Tricolor: 4 a 0.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Djalma Vassão/Gazeta Press

O primeiro gol de Pato é daqueles para o amigo tricolor recortar e colar no álbum de recordações da Libertadores. Não só pelo chicote de primeira desferido pelo atacante, mas, sobretudo, pelo desenho da jogada toda – uma troca de passes progressiva e refinada pelo toque de calcanhar de Michel Bastos para Reinaldo levantar na medida.

Como isso ocorreu logo aos 4 minutos, o jogo ficou à feição para o São Paulo, pois não cabia mais ao Danúbio meter aquela velha retranca de guerra dos uruguaios.

O diabo é que o Tricolor, apesar da vantagem no placar e da superioridade técnica sobre o adversário, sofreu um pouco com a falta de sincronia nos passes, embora pudesse ter até goleado. Resumiu-se, porém, ao segundo gol em belo lançamento de Souza para Bruno, que cruzou na cabeça de Pato. Pato, que, diga-se, não se limitou a marcar esses dois gols de estilo, não. Movimentou-se o tempo todo, marcou a saída de bola do adversário e ainda encantou a torcida com algumas jogadas de alta classe.

Resumindo: foi o melhor em campo, seguido de Michel Bastos, Ganso, Bruno, Reinaldo e Souza.

No segundo tempo, porém, o São Paulo amansou o espírito e ficou ali cozinhando o galo, o que permitiu ao Danúbio forçar um pouco, sem, contudo, ter qualidade para ir mais fundo.

Resultado: aos 24, Reinaldo fez o terceiro, e o quarto veio aos 43 minutos, com Cafu, que havia acabado de entrar no lugar de Michel Bastos.

O placar de 4 a 0 ficou na medida do andamento do jogo. Já o São Paulo, para chegar ao seu ponto máximo, ainda terá de percorrer um bom caminho, desde que Muricy efetive essa formação e a repita por um par de jogos.

 

Um comentário

  1. Caro Helena, como já havia comentado numa postagem anterior sua, o Pato não é jogador para ficar correndo atrás de lateral adversário, ou ficar plantado que nem um poste lá na frente como “homem referência” fazendo pivô para os outros, como alguns “professores” insistem.

    Pelo contrário, ele é aquele jogador que flutua no espaço entre os volantes e zagueiros adversários, fazendo a diagonal nos dois lados da grande área, tabelando com os meias de seu time e o centroavante e, ora finalizando (e muito bem diga-se de passagem!), ora colocando um companheiro na cara do gol. Simples!

    Agora “inventar” colocar ele para marcar lateral ou ser referência é querer inverter a ordem natural das coisas, é enterrar o talento nato do rapaz, e o pior, isso é feito por um desses “professores” que recebem para fazer o certo…

    Repito, olhem para Milan de Shevchenko, Kaká, Seedorf, Inzanghi, depois com o Ibrahimovic, entre outros, naquele período em que ele não se machucou tanto e verão o talento desse rapaz em sua plenitude a serviço do futebol. E tenho dito!

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