A recuperação do Inter

AFP
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O Inter, que havia perdido na estreia da Libertadores, recuperou-se nesta quarta-feira, no Beira-Rio, ao bater La U do Chile por 3 a 1.

Recuperou-se mesmo? Bem, o jogo que vi causou-me mais apreensões sobre o futuro do Colorado nessa competição do que euforia.

Afinal, La U vem caindo pelas tabelas no campeonato chileno, embora seja o atual campeão, e, mesmo assim, apesar de impulsionado pela sua torcida, o Inter oscilou demais ao longo da partida.

Começou quase marcando com Alan Santos, mas logo levou uma bola na trave de Ubillia, praticamente o único atacante do adversário em campo. Teve um pênalti não marcado em Vitinho e outro, que o juiz deu, em D’Alessandro, até então o único colorado que conseguia criar algo no seu time. O gringo converteu este. E, na volta para o segundo tempo, lá pelos 16 minutos, Alex, que acabara de entrar no lugar de Vitinho, deixou Jorge Henrique sozinho na cara do gol: 2 a 0.

Eis, porém, que os chilenos se desgarram da própria retranca mal feita e passam a pressionar um Inter que dava claros sinais de desagregação em campo. Aos 21, Canales diminui, e justamente quando o o empate se desenhava no ar, numa bola mal devolvida pela zaga chilena, Nilton recolhe, serve a Aránguiz, que cruza para o menino Sacha guardar.

Nesse entremeio, o técnico Aguirre fez duas substituições inadequadas, pela lógica do jogo: sacou Vitinho e, mais tarde, Jorge Henrique, para as entradas de Alex e Nico Freitas, um volante. Dessa forma, retirou qualquer velocidade de sua equipe para o contragolpe que poderia safar o Inter do sufoco.

Acabou dando certo. Mas…

Mas, o Inter é um time em formação ainda, com jogadores chegando, essa coisa toda. E, quem sabe, logo mais adiante, consiga ganhar a textura necessária para que nos transmita aquela sensação de que, agora, vai. Espero.

2 comentários

  1. É isso aí. Disse tudo. O Inter tem plantel para ir longe na Libertadores. Mas precisa arrumar a defesa e deixar o Vitinho jogar. Depois de puxar a orelha para que solte mais a bola.

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