
A saída de Jadson dificulta mas não obsta o processo de aperfeiçoamento do atual Corinthians. Mesmo porque não se trata de um craque acima de qualquer suspeita. Sabe jogar bola, isso é indiscutível, mas oscila demais ao longo de uma temporada: ora, vai bem; ora, some em campo. Contra o São Paulo, por exemplo, teve uma performance excepcional, mas ninguém apostaria numa repetição no jogo seguinte.
Além do mais, Tite continua tendo a seu dispor outros meias de boa técnica, capazes de suprirem as necessidades da equipe, como Renato Augusto, Danilo, Petros, e até mesmo Elias, que já atuou nessas funções em seus tempos de Ponte Preta.
Sucede que o ano futebolístico é mais longo e exaustivo do que o temporal, e o Corinthians ainda recentemente havia perdido outro meia que estava nos planos de Tite, Lodeiro, que também não vinha deslumbrando. Seria sempre, porém, uma alternativa a mais para o treinador.
O diabo é a reposição, pois jogador com essas características é peça rara no mercado brasileiro, graças a tantos anos de investimento nas categorias de base em meio-campistas marcadores, em detrimento dos armadores.
E o pior é que isso tudo ocorre justamente quando o Timão já se enfiou pela Libertadores adentro, quando não há mais chance de inscrever ninguém, pelo menos, nesta fase do torneio.
Enfim, é assim que a banda toca no futebol brasileiro. Que fazer?