
Já tava quase dormindo na poltrona, quando o São Paulo despertou daquela letargia da meia hora inicial do jogo com o Audax: em menos de um minuto, fez dois gols – o primeiro, com Michel Bastos, em trama inspirada do ataque; o segundo, com Pato, em contragolpe rápido.
Em seguida, o jogo voltou a cair no marasmo anterior. Isso, porque o São Paulo, sem Ganso, que, mesmo vez por outra, dá ao jogo aquele toque especial de classe e invenção, num passe, num drible, numa enfiada, e com três volantes sem a menor imaginação, pouca luz conferia à partida,
Por seu lado, o Audax, de audaz nada tem. O conceito de um time que toca a bola, desde de seu goleiro até o último atacante, a la Barça, é o que há de mais moderno, como gostam de dizer nossos doutos comentaristas, técnicos e jogadores. Mas, sua aplicação em campo pelo Audax chega a ser patética, em vários momentos. E não é a primeira vez que vejo goleiro e beques se confundirem com a bola em sua própria área, e o tique-taque, revestido de muita deslocação dos jogadores de linha, não ir além de simples troca de passes na zona intermediária do campo, sem qualquer objetividade ou sentido.
Disso se aproveitou o São Paulo pra disparar mais dois contragolpes no segundo tempo e estabelecer a goleada por 4 a 0 no placar, novamente com Pato e Michel Bastos.
Bom, para sacudir um pouco as cinzas da derrota para o Corinthians. Mas quase nada para incendiar a imaginação do torcedor para o jogo de quarta-feira, contra o Danúbio, pela Libertadores, embora esse time uruguaio que vi diante do San Lorenzo não é de meter medo em ninguém.