
Foi um raro exercício de paciência e destreza no zip-zap para acompanhar esses três jogos encavalados mais ou menos no mesmo horário. Portanto, se omitir aqui algum lance importante, peço desde já desculpas ao amigo.
Assim, por ordem de entrada, o Palmeiras alcançou no Allianz Parque o placar que lhe dá um teco de trégua, ao bater o Rio Claro por 3 a 0, pelo Paulistinha, com gols de Cristaldo, Zé Roberto e Rafael Marques, com direito a duas assistências de Alan Patrick, que acertou e errou na medida do natural desentrosamento dessa equipe ainda em formação.

Já, na Vila, Santos e São Paulo, afinal, fizeram um clássico digno desse nome e de colocar o superlativo no apelido do campeonato – assim, ó, Paulistão.
Eta jogo bom de se ver. Bola no chão, tratada com esmero pelas duas equipes, a maior parte do tempo, e situações de gols tais e tantas que o zero a zero foi um castigo dos deuses. Ou, como querem os torcedores tricolores, esse deus tem um nome – Rogério Ceni. My Lord!, as bolas que Rogério salvou cara a cara não está nem na Bíblia, nem no gibi.
Dito assim, pode parecer que só deu Peixe na Vila. Não foi bem o caso. Ou, foi, mas só no segundo tempo. No primeiro, a bola ficou dividida entre ambos e o São Paulo também teve suas chances conjuradas espetacularmente pelo goleiro Vanderlei, entre elas aquele tiro rasteiro de Ganso no cantinho esquerdo.
Por fim, subindo o morro e um patamar bem acima do Paulistão ou Paulistinha, o Corinthians foi a Manizales fazer o que lhe cabia, nas atuais circunstâncias: com tranquilidade, retirou a emoção do jogo, empatou por 1 a 1 com o Once Caldas, com um golaço de Elias e voltou com a vaga para o resto da Libertadores garantida.
Mas, isso já estava decidido desde sempre, pois o Once Caldas só obteria essa vaga se fosse a Seleção Alemã reforçada de Messi, Robben e Cristiano Ronaldo. Ou nem assim?
