
Desta vez, Neymar foi tão mal, diante do Villareal, pela Copa do Rei, que até pênalti perdeu.
Faz parte. Entre outras coisas porque nem Messi, nem Suarez jogaram o que sabem, embora Messi, mesmo discretamente, tenha marcado um gol e provocado o pênalti que Neymar desperdiçou.
Apesar disso, o Barça teve pleno domínio do jogo, fez três gols e tomou um no único disparo do Submarino Amarelo, com Trigueros, que, ao atingir a meta transformou-se num frangaço do goleiro.
Se Neymar, que raramente perde um pênalti, tivesse convertido aquele, o Barça teria saído de campo com 4 a 1 no placar. O que me faz lembrar da célebre Tabelinha do Porfírio da Paz.
Aos mais jovens, devo informar que Porfírio da Paz foi tricolor emérito, um dos fundadores do São Paulo, autor do hino do clube, ex-vice prefeito da cidade, que, embora membro da extinta Força Pública, morreu com o título de general. Tipo simplório, não faltava a um jogo do seu time e regia a torcida com a mão direita levantada e os dedos exibindo o número 4.
Era a Tabelinha do São Paulo nos seus anos de fastígio, a década de 40: 4 a 0, 4 a 1, esses eram os resultados recorrentes da chamada Máquina de Costura.
E quase todos esses gols vinham no segundo tempo, quando o adversário, já cansado de correr atrás do toque de bola hipnótico tricolor, acabava arriando e levando a goleada, como relatavam os mais antigos.
É mais ou menos o que ocorre com o Barcelona dos últimos cinco, seis anos: passa o primeiro tempo envolvendo o inimigo, como quem não quer nada, e, quando a marcação contrária começa a afrouxar, lá vem a goleada, em geral de quatro gols.
Há outros exemplos desses na história, mas este me veio à memória agora e é o que fica aqui registrado.
Quem quiser que conte outra.