Neymar, Luisito e Messi. É Barça!

Lluis Gene/AFP
Lluis Gene/AFP

Se o Barça tivesse ido para o vestiário no intervalo vencendo por 6 a 0 não seria nenhum exagero. Pois, além dos dois gols – um, de Neymar; outro, de Luisito Suarez – criou mais quatro chances claras para ampliar o placar. Chances nos pés e na cabeça não de um Zé Mané, que este não passa pela porta do Camp Nou, mas, simplesmente por Messi e Neymar, os dois artilheiros do time.

De resto, foi o velho Barça de toque de bola envolvente, reduzindo o campo à intermediária inimiga, enquanto o Atlético de Madrid só apelava para a truculência, principalmente sobre Neymar e Messi. E, nessas, Neymar deve ter ganhado mil pontos na estima do torcedor catalão, ao voltar a campo com o tornozelo sangrando, marca da sola de um beque madrilenho, e correr, driblar, chutar, até o apito final.

Ah, sim, houve toque de Messi ao conduzir a bola que ele serviu a Luisito Suarez no segundo gol. O juiz não deu, mas, na volta do intervalo, certamente depois de constatar sua própria falha no vestiário, marcou um pênalti absurdo de Messi sobre Gaméz.

Convertido por Mandzukic, o gol colocou uma pimenta extra no jogo, pois o Atlético, finalmente, atirou-se ao ataque, e o temor do empate perpassou pela alma catalã várias vezes.

Mas, o Barça não deixava barato, com Neymar investindo pela esquerda, pelo meio, em toda bola esticada da defesa. Coube, porém, a Rakitic, pela direita, abrir as portas para o gol de Messi, aquele definitivo da partida, verdadeira remissão desse time que trepidou perigosamente na rodada anterior quando deixou escapar a liderança para o Real. Isso, sem falar nas questiúnculas entre o técnico Luís Enrique e Messi, que, pelo visto, foram aplacadas, mas não resolvidas de vez.

 

 

 

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