
Essa brincadeira começou como um sopro de renovação carregando ainda mais o ar de esperança que sempre cerca o início de um novo ano.
E, durante muito tempo, a Copa São Paulo de Juniores, carinhosamente chamada de Copinha, cumpriu seus fados, revelando craques da dimensão de um Zico, um Falcão, um Enéas, um Denner e tantos outros. Até que começasse a inchar na proporção cada vez mais crescente dos interesses dos empresários do futebol, e virasse uma passarela, uma vitrine onde a turma da grana exibe seus artigos de gosto discutível.
O pior é que se transformou numa vitrine embaçada, com tantos times em disputa, através da qual nem dá para se distinguir o craque futuro daquele destinado ao anonimato. A não ser no breve período das partidas decisivas do torneio.
Falo, claro, do ponto de vista do torcedor comum e até mesmo da imprensa especializada. Só os olhos treinados pela ganância e focados pelas informações de bastidores dos empresários de jogadores é que se deleitam com essa maratona de jogos.
Em todo caso, sempre pinga aqui ou ali uma gota de esperança nos olhos do torcedor e da mídia. Um Lucas, um Marquinhos, um desses raros destaques da Copinha que ganham asas nos times principais e cedo voam para os campos da Europa.
É, pois, esperar pra ver o que sairá desta Copinha que se inicia amanhã, como uma enxurrada de verão.
Para empresário ver,avaliar e investir nos jogadores que se destacam.
Nenhum clube consegue ter maior % nos direitos do garoto revelação,tal como ocorreu
recentemente com Lucas e Marquinhos, e o fato é que eles ficam pouco tempo por aquí,
e cada vez a média de público é mais baixa pois um dos motivos é justamente a falta
de uma razoável safra de jogadores acima da média.
Já tem clube emprestando dinheiro de empresário para pagar salários de jogadores,e a
pergunta que fica no ar é …”para que presidente,diretores,gerentes e conselheiros”?
Estamos a caminho de repetir o péssimo período do Brasil de 1970 a 1994 nas Copas do
Mundo,quando precisamos esperar 6 delas para soltarmos o grito de “campeão”.
De 2002 até hoje já foram 3.
Para que tantos jogos inúteis se no final, só as finais compensam. “Caça Níquel” não é, pois não são cobrados ingressos. (Eu acho).