
Nosso avozinho d’além-mar, por certo, está rolando no chão de tanto rir do marketing do futebol brasileiro.
Sim, porque essa história de marcar a apresentação dos novos técnicos de dois dos gigantes do nosso futebol, rivais históricos, para o mesmo dia na mesma hora é simplesmente inacreditável. Uma piada de péssimo gosto. O anti-marketing porque uma anula a outra e as duas apresentações só perderam com isso. É o equivalente à retranca aplicada com todo o rigor no campo do marketing esportivo.
Mas, enfim, Brasil, meu Brasil brasileiro…
Bem, a volta de Tite ao Corinthians, já tão esperada, foi o desfecho de uma comédia de erros. A começar pelo fato de que a diretoria sucessora à gestão Andrés Sanchez, o presidente que havia bancado Tite no momento mais crucial da humilhação diante do Tolima, embora apoiada pelo antigo gestor, resolveu sem mais aquela demitir o técnico campeão do mundo. Mesmo diante do clamor da Fiel para que Tite seguisse seu trabalho no Parque São Jorge.
Clamor, diga-se, não visto desde os tempos de Oswaldo Brandão, perdido na névoa de um passado já remoto.
Agora, essa mesma diretoria que o substituiu por Mano Menezes, antes até da realização da eleição da nova cartolagem do clube, disputada por cinco candidatos, cada um com sua cabeça, assina com Tite um contrato de três ano de vigência. Entenda, se puder.
De qualquer forma, foi uma solução adequada para as circunstâncias. Nenhum outro técnico teria um minuto de paz enquanto a sombra de Tite pairasse sobre o Itaquerão. Melhor assim: ou vai ou racha. Desconfio que vá, se a nova diretoria municiar o técnico com os reforços necessários: um zagueiro de porte para fazer dupla com Gil, um meia-ofensivo de técnica superior e, por baixo, dois atacantes incisivos e velozes para amparar Guerrero lá na frente.
Caso o peruano não acerte sua vida com o Timão, o Corinthians terá de ir à cata de um novo centroavante, o que não é artigo fácil de se achar no mercado atual.
Mas, enfim, vamo-que-vamo, mano!
Alberto Helena, só um reparo: Tite não havia sido demitido em 2013. O contrato dele expirou e não foi renovado, o que é totalmente diferente. Existe essa mentalidade aqui de que contrato não-renovado equivale a demissão. Não equivale. Demissão acontece em qualquer tempo. E já se sabia que Mario Gobbi era meio cupincha de Mano Menezes, e preferiu o burocrata a tentar um novo diálogo com Tite para fazer a reformulação do elenco.
Tite é bem mais humano que Mano Menezes. E tendo uma pré-Libertadores para encarar, sem risco de fracasso, só mesmo Tite. Que venha e vença!
Sr. Alberto Helena, muito me entristece ver seus comentários e perceber que mesmo se tratando de um excelente profissional, não procura se manter atualizado ou se informar dos fatos, vamos a alguns equívocos, quanto a eleição são quatro candidatos e não cinco como o senhor colocou, outra questão é que ao longo desta semana todos os principais candidatos, com exceção do Ilmar, foram a programas esportivos e todos foram unanimes quanto a contratação do Tite e não por um contrato de apenas um ano, ma sim por um projeto de longo prazo, eu particularmente que sou apenas um apaixonado por futebol e não vivo disto, esperava um contrato de dois anos, confesso que um contrato de três anos me surpreendeu. Mas mesmo assim, apenas a titulo de informação o contrato do Tite não prevê clausula rescisória
Mas enfim, para quem ainda insiste em chamar a Arena Corinthians de Itaquerão, mesmo após a solicitação formal do clube, só posso acreditar que também é por falta de conhecimento.
Caro Luciano Dantas,
Sua educação pode lhe trair.
Não acesso mais NADA do portal Terra pela questão do nome de nosso estádio.
O mesmo acontece com este blogueiro, não compensa ler suas matérias se ele não respeita a nação corinthiana.
O que preocupa mesmo é perceber como os comentários de um jornalista que tanto admirava quando criança, (na época que lia o caderno de esportes da Folha e adorava a coluna que o Alberto Helena dividia com outros craques comentaristas como o Matinas Suzuki), caíram tanto de qualidade. Saindo do analista-humorista cirúrgico para o sensacionalista tendencioso. Saudade da época em que havia mais respeito pelas instituições.