Citadini e a base de tudo

Foto: Marcelo Ferrelli/Gazeta Press
Foto: Marcelo Ferrelli/Gazeta Press

Tava ouvindo o Roque Citadini, um dos tantos candidatos à presidência do Corinthians, na Jovem Pan do meu querido Wanderley Nogueira. E, como sempre, me diverti com suas tiradas inteligentes. Fazia falta o Citadini na cena do futebol paulista, tão empertigado e vazio, quando não, safado.

Não sei se daria bom presidente. Mas, pelo quadro que se apresenta em Itaquera (ou ainda será no histórico Parque São Jorge?), não creio que seria pior do que os demais pretendentes ao trono alvinegro.

Um deles, por exemplo, empresário de sucesso, dono da Kalunga, confessou na mesma Jovem Pan outro dia que seu irmão tinha obtido os direitos do garoto Malcom, recém-promovido ao time titular, como ressarcimento de empréstimo feito por ele ao Corinthians. O mesmo cidadão que perambula pela Europa, Malcom e mais quatro outros meninos da base a tiracolo, em busca de um porto seguro para a rapaziada.

Esse tipo de promiscuidade, a meu ver, é absolutamente deletério para qualquer clube de futebol, embora seja cada vez mais frequente.

Ainda outro dia, o recém-eleito presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, por razões semelhantes, foi obrigado a expulsar de Cotia o seu antecessor Juvenal Juvêncio, sua própria cria e aliado da véspera, diga-se.

Sem tocar nesse assunto tão melindroso, Citadini, contudo, foi direto ao assunto: se eleito, a primeira medida que adotará será a de baixar uma regra rígida – só fica nas categorias de base o jogador cujos direitos pertençam 100 por cento ao clube.

Afinal, esse é o sentido de se investir fortunas em toda aquela parafernália dos centros de treinamentos de base: revelar jogadores para o clube, não para os eventuais investidores. Seja para aproveitá-los no time de cima, seja para negociá-los com outros clubes.

Nisso, estou 100 por cento com o Citadini.

 

 

8 comentários

    1. Deveria ser a obrigação de qualquer um que venha a ser eleito presidente do clube,adotar
      esta política proposta por Citadini no que se refere à divisão de base.
      Muitos sairam do antigo terrão e atravessaram fronteiras como Paulo Sérgio,Zé Elias,Edu,
      Ewerton,Chris,Silvinho e mais recentemente William e Marquinhos.´
      A população de ratos,lobos e piranhas que ganha muito dinheiro com a garotada,precisa
      ser expulsa do clube,mesmo que sejam membros da diretoria e ou do quadro associativo.
      Já está na hora de fazer ressuscitar este DNA corinthiano que revelou entre tantos,jogadores como Colombo,Roberto Belangero,Carbone,Luisinho,Rivelino e Wladimir.

  1. Tenho visto nesses dias muita repercussão quanto ao caso Malcon. Pelo que pude compreender, em dado momento o Corinthians não possuía recursos financeiros suficientes para manter Ralf na agremiação, e assim valeu-se de empréstimo de um investidor. Manteve assim o (para muitos) o esteio do meio campo corintiano. Pelo que entendi também, o Corinthians não conseguiu honrar com compromisso com o Sr. Investidor e deu como pagamento, a maior parte dos direitos econômicos do garoto Malcon, até então uma promessa apenas. Daí o garoto sobe para o time titular, arrebenta, sofre valorização e vejo o investidor ser crucificado por isso. Indago: e se o Malcon não passasse de uma eterna promessa? E se uma lesão abreviasse sua carreira? De quem seria o prejuízo? Obviamente do investidor. Aliás, como o termo indica, ele investe e espera retorno, mas isso não significa que o terá. Não estou discutindo o mérito da questão, se o Corinthians deveria ou não utilizar desse expediente. Mas o fato é que, assim como tantos outros, usou. Não vejo o investidor como o mau caráter, aproveitador ou leiloeiro. Seu negócio é recuperar o investimento, e se é hora pra isso, que vá adiante. O Curioso é que quando o Corinthians manteve o Ralf, não vi ninguém, absolutamente ninguém vir a público dizer que o Corinthians era louco, estava fazendo besteira, certamente a maioria achou genial a manutenção do grande jogador que ele é. Agora resta arcar com as consequências. Infelizmente, aos Corintianos resta lamentar, e ao investidor um gigantesco suspiro de alívio.

  2. Caro Alberto: A impressão que temos é a de que, o caráter não privado dos clubes de futebol, assim como os recursos públicos de uma forma geral, em nosso país, os tornam susceptíveis a servirem aos interesses particulares de pessoas que orbitam em torno de seus presidentes, diretores e conselheiros. Às vezes penso que o melhor seria que fossem privatizados. Que se criasse um dono, ou donos acionistas que tivessem lucro ou prejuízo e cobrassem resultados administrativos de seus dirigentes. Hoje, o que manda no futebol brasileiro é aquela máxima: “O que é de todos, não é de ninguém”. E haja clientelismo para motivar as relações entre dirigentes e empresários no âmbito do esporte que é um dos símbolos da nossa nação.

  3. Gente o Citadini era braço direito do Dualib….Velho safado, ladrão, pilantra, corrupto, acabou com o CORINTHIANS!….Alberto Helena esta com o CITABOSTA pois é São Paulino! E claro quer ver o CORINTHIANS na lama, assim como toda a imprensa rosa “Godoy, Flávio Prado e etc”…..ACORDEM IDIOTAS! FOMOS REBAIXADOS, HUMILHADOS POR CONTA DESSES DIRIGENTES “INCLUI ESSE SAFADO”

  4. Realmente, os empresários acabaram com a beleza do futebol, que é a revelação dos jogadores.
    O pior, eles se infiltram dentro do clube, como torcedores, como conselheiros e com dirigentes, mas na realidade o interesse deles é monetário.
    Aparece um talento dentro de campo, eles ficam apenas preocupados em negociar o jogador, vendem por qualquer valor e o dinheiro ninguém vê nos clubes, quer dizer está tudo nas contas deles,
    Resultados: os clubes falidos.
    O Brasil áté no futebol está nas mãos dos corruptos.

  5. Acredito que além desta medida, deveria estabelecer uma parceria com o Ministério Público e a Polícia para que todo e qualquer empresário que se aproximar a menos de 5 km do CT seja preso.

  6. Meu Deus, mas quanta gente que não sabe nada falando besteira.
    Tudo bem , na Teoria isso seria maravilhoso, mas na prática isso não existe, não tem mais essa de jogadores 100% do Clube, antigamente ainda um número maior de jogadores era 100% do Clube ? OK ? Mas existia o pagamento de Luvas a cada contrato. Os clubes estão falidos, não tem mais a possibilidade de pagar as luvas, com isso repassam 20% para os atletas, e consequentemente , eles mesmos revendem a empresários. Caso não queira que seja dessa maneira , vai perder o atleta para outro clube , e com isso, podendo perder muito mais dinheiro no Futuro. Não é a realidade do Corinthians , e sim a realidade do Futebol Brasileiro. Estranho um jornalista igual o senhor ser tão mal informado , e ainda concordar com um Absurdo que esse candidato tá falando para conseguir seus votinhos das pessoas leigas.

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