Oswaldo e a Turma do Amendoim

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Oswaldo de Oliveira, de paletó e gravata, foi apresentado pelo Palmeiras como novo técnico, com a promessa de que cumprirá seu contrato de cabo a rabo. Isto é: um ano.

Esse é o estágio atual do nosso futebol, que, aliás, vem do início dos tempos: é preciso que o presidente se comprometa a manter o técnico pelo prazo do contrato, mesmo que este seja de tão curta duração, sabendo-se que o time do Palmeiras carece de uma reconstrução da base ao último andar do elenco.

Prazo suficiente, porém, para a Turma do Amendoim soterrar o técnico sob uma montanha de cascas do aperitivo favorito.

Sim, porque o fato é que há uma rejeição generalizada à figura de Oswaldo de Oliveira, o único técnico no futebol brasileiro que já dirigiu os quatro grandes de São Paulo e do Rio, com títulos conquistados em quase todos eles. E um dos raros que fazem seus times jogarem um futebol mais agradável, ofensivo, priorizando a técnica em vez da força.

É que a turma curte aquele técnico performático, que fica fazendo micagens à beira do campo, xinga o juiz, reclama de seus jogadores, alterna caretas de todos os tipos, como se fosse o próprio torcedor ali personificado. Tudo fantasia, teatro pra brasileiro ver, com as exceções de praxe, claro. É, talvez, o mau gosto do nosso torcedor que não bate com o bom gosto de Oswaldo, que, por sinal, no Botafogo, passou a encenar também esse papel.

Bem, mas na serena prática da realidade, o que se pode esperar do trabalho de Oswaldo no Palmeiras?

Ele mesmo já deu a dica no discurso de apresentação: vai depender do material que tiver em mãos. Se for de baixa qualidade técnica, o negócio é segurar as pontas e brigar para não passar novos vexames. Se for de média qualidade, vai poder aspirar algo mais, um futebol equilibrado entre defesa e ataque. Se for de alta qualidade, então, sim, lutar por títulos e apresentar um jogo compatível com as tradições das históricas Academias.

Óbvio!

Isso, contudo, sem deixar de olhar a base, de onde pretender extrair cerca de catorze dos trinta e quatro jogadores que comporão seu elenco ideal.

Fala-se em nove novas contratações. O número é expressivo, mas, resta saber se terão nível técnico e anímico para mudar radicalmente o quadro atual.

É esperar pra ver.

 

7 comentários

  1. Penso que se derem condições e alguns bons jogadores mesclando com a base e os gringos Osvaldo poderá sim fazer o time jogar e colher bons frutos!!!!!!!!!

  2. Como bom e antigo palmeirense desejo boa sorte a Oswaldo e precisamos de um técnico carismático e que faça o time jogar para ele…….Listo algumas dispensas: Bruno goleiro, Deola, Wendel, Juninho, Wesley, Weldinho, Mendieta, Eguren, Victorino, Lucio, washington, Bruno Cesar, Bernardo, e tem mais outros escondidos que aparecerão….MAS TENHO DITO QUE DESDE A ÉPOCA DE CAIO JUNIRO QUE O VERDÃO JOGA COMO BANDO DE MARICAS….ENTÃO OSWALDO, VAI GANAHR O TROCEDOR SE FAZER ESTAS MARICAS JOAGREM COMO HOMENS DE VERDADE E HONRAREM O MANTO VERDE!!

    1. Por mim teria continuado com o Dorival Jr. e trocado “metade” do time (90%).
      Mas, fico aliviado por não ter contratado o Mano Menezes. Esse, aliás considero um dos piores técnicos. Só não sei se é pior que o Dunga.

    2. Concordo com a sua lista de dispensa… Tem de mandar embora todos esses que vc postou, sem exceção!
      Não gosto muito do Oswaldo de Oliveira, mas agora que veio vamos apoiar!

  3. Assino em baixo, com o comentário do Edson…o palmeiras tem jogado como time de maricas…acredito que com o Oswaldo, e a dispensa de jogadores fracassados, desinteressados e maricas, como Wesley, Juninho, Bruno, Deola, Mendieta, Bruno Cesar, Diogo, junto com a contratação de jogadores pontuais, mais rodados e experientes, isso tende a mudar!.
    Para nós, palmeirenses de carteirinha, depois que vimos este ano, a chegada do Oswaldo é um alento, é a perspectiva de um bom 2015, vamos aguardar!

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