A Fifa divulgou a lista dos quarenta jogadores candidatos a formar a Seleção Mundial do Ano. E lá estão os nomes de apenas dois brasileiros: o zagueiro Miranda, que Felipão sequer cogitou para a Copa do Mundo, preterindo-o por Henrique, creia!, e de Neymar, claro.
Mais um indício que a maior usina de craques do mundo já não produz talentos como antigamente.
Há quem aponte o êxodo muito precoce de nossos meninos para o exterior como principal causa. Não é. Pois, se assim fosse, uma legião deles estaria lá relacionada, mesmo porque a Europa é, hoje em dia, a maior vitrine do futebol.
Não produzimos talentos em massa porque nosso futebol está voltado, em todos os níveis, a sufocar o talento no seu nascedouro, lá nas categorias de base, para atender às exigências de um futebol, aqui em cima, voltado apenas para o resultado e o medo de perder, contrariando visceralmente nossa vocação, nossa escola de jogar bola, nossas mais caras tradições.
Vez por outra, alguém põe as manguinhas de fora. Tipo Cruzeiro de Marcelo Oliveira, Galo de Levir Culpi, o Santos do primeiro semestre de 2010, aquele de Robinho, Ganso e Neymar, times que optam por um futebol técnico e ofensivo. Mas, são pequenos surtos, em meio a um vasto lugar-comum.
Ainda outro dia, estava vendo um jogo do Southampton, um time pequeno da Inglaterra que, por acaso, cumpre bela campanha na Premiere League. Pois, já no finzinho, o lateral-direito avançou pela meia-direita e chutou forte para a rebatida do goleiro e o rebote colhido com êxito por um atacante. Sabe o amigo quantos jogadores do Southampton estavam na área no momento do chute? Cinco, mais um defensor que chegava pela meia-esquerda. Portanto, sete jogadores na linha de decisão.
Isso é corriqueiro no futebol inglês, alemão e espanhol.
Agora, espie só nossos grandes times atacando: o lateral chega nas franjas da grande área, estanca e cruza. Conte quantos atacantes estão lá na área. Dois, três, no máximo, contra cinco, seis defensores, afora o goleiro.
Sabe por quê? Porque os atacantes, os meias, os volantes, o time todo, mais o técnico na beira do campo, os cartolas na tribuna, e os nossos bravos comentaristas nas cabines de transmissão, estão todos preocupados em que o time atacante não leve o famigerado contragolpe.
E chamam isso de equilíbrio.
Se você não estimula, desde lá de baixo, o toque de bola envolvente, o drible, o passe bem executado e a ânsia de marcar gols, o conjunto de atributos típicos dos craques, você estará estimulando o cabeça-de-bagre, não o talento.
E assim, cada vez menos teremos representantes brasileiros entre os melhores do mundo.
PS: A propósito, deixe-me antecipar à escolha do time titular do planeta, segundo minha visão dos melhores do ano: Neuer; Lahm, Miranda, Sérgio Ramos e Alaba; Iaiá Touré, Robben, James Rodriguez, Messi, Cristiano Ronaldo e Neymar. Assim, mesmo, do meio de campo pra frente, sem posições definidas, pois todos jogam em qualquer uma delas.
Pior q Palmeiras, so esse campeonato por pontos corridos, todo ano e a mesma coisa, times jogando com reservas, e dizendo q não tem nada com a situação dos outros clubes.Ora cada ponto faz diferença seja pra ser Campeão ou para o rebaixamento. Minha sugestão 40 times (serie A e B) 5 chaves de 8 ida e volta (classificando-se os 3 primeiros + o melhor 4 colocado, depois 4 chaves de 4 clubes ida e volta classif 2 primeiros 2 chaves de 4 ida e volta classifican -se os 2 primeiros de cada semifinal ida e volta e final ida e volta total de rodadas 30 rodadas. 4 piores na primeira fase caem pra segunda ou um torneio com o 24 times eliminados 4 chaves de 6 ida e volta os 4 ultimos rebaixados e os dois primeiros classificados mais duas cuaves de 4 ida e volta 2 primeiros classificados semifinal e final em ida e volta.
Salve mestre, peço licença e vou entrando publicando aqui texto criado por mim em meu blog falando sobre a crise no futebol paulista:
Salve, salve torcida brasileira, “ói nóis aqui traveis”. Andei lendo umas coisas sobre futebol e dá para sacar uma bela crise no futebol paulista nessa temporada.
Pela primeira vez os times grandes paulistas fecham o ano sem um mísero título, o. Por que o estado que dominou o quase todo o século 20 e vinha na mesma balada até 2012 caiu tanto, vejamos.
De 2001 a 2012, foram 12 Brasileiros disputados, com 7 conquistas paulistas (SP 3, Santos e Corinthians, 2 cada), também ocorreram 3 títulos de libertadores (SP, Santos e Corinthians, sendo que SP, Santos e, pasmem, São Caetano foram finalistas), Copas do Brasil nada menos do que 6 conquistas (Corinthians 2 vezes, Santos, Palmeiras, e pasmem de novo, Paulista e Santo André), fora Recopas, Sul Americanas e o domínio quase total dos estaduais. Enfim, tudo vinha bem para o lado paulista do eixo.
O Corinthians viveu seus melhores anos em 2011 e 2012, ganhando simplesmente tudo o que dava para ganhar, ficou de barriga cheia, entrou Mário Gobbi, o time gastou muito e fez pouco e ainda vive a ressaca do Mundial 2012. Embora seja hoje o time mais rico do Brasil, a torcida sofreu esse ano com um time burocrático e pouco interessante, o melhor que pode “comemorar” é a vaga na Libertadores 2015.
O São Paulo foi o bicho papão de 2005 a 2008, conquistando o tri brasileiro, uma libertadores e um mundial. Depois da saída de Muricy foram muitos os técnicos, os jogadores e apostas. De conquistas, só a Sul Americana do ano passado. Esse ano com Paulo Henrique, Kaká, Michel Bastos, Pato, Luis Fabiano e companhia o futebol chegou a ser empolgante, mesmo sob a batuta de Muricy, mas o time naufragou no Brasileiro frente ao irresistível Cruzeiro (Galo discorda da minha frase) e perdeu a chance de fechar o ano campeão de algo caindo frente ao Nacional no Morumbi, um time claramente mais fraco.
O Santos viveu uma de suas mais ricas décadas no período 2002-2012, conquistando simplesmente 10 canecos para sua rica galeria. Mas a administração tão comemorada de LAOR, virou a palhaçada de Odilio, com contratações caras, vendas erradas e uma perdição administrativa que relegou o Santos à posição de coadjuvante nas duas últimas temporadas.
Resta falar do Palmeiras…o que vive pior situação dentre os 4 gigantes de SP. 2 rebaixamentos em 11 temporadas, o risco alto de um terceiro e apenas dois títulos no século 21, fazendo do Palmeiras o menos vencedor em SP. O Palmeiras vem enganando seu torcedor há décadas, mais precisamente desde a aposentadoria do Divino Ademir, maior craque da rica história verde. Foram primeiro 16 anos sem títulos e times horríveis muitas vezes, ai veio a Parmalat. Timaços montados, um monte de títulos conquistados (2 Brasileiros, 1 copa do Brasil, 3 estaduais, 1 libertadores e 1 mercosul, tudo isso entre 93 e 99), vários jogadores na seleção e tal. Mas não era o Palmeiras, e sim uma empresa travestida com o glorioso uniforme palmeirense.
Finda a era Parmalat e o Palmeiras entrou numa espiral para baixo sem fim, com péssimas campanhas seguidas, times horrorosos e jogadores que nunca poderiam ter o direito de sequer sonhar em envergar a camisa do alviverde do Parque Antártica.
O que será que rolou? Eu tenho um palpite. Primeiro, a arrogância em se achar invencível que permeia o pensamento de todos os dirigentes dos grandes paulistas. Segundo, o descontrole financeiro de todos os clubes que conseguiram aumentar suas dívidas justamente no momento em que o dinheiro foi mais farto, em outras épocas, de vacas mais magras, se pensava melhor antes de se contratar um Pato ou um Damião.
Por fim o estrelismo de alguns jogadores, denominados estrelas sem ao menos ter futebol para serem chamados de meros vagalumes, ainda que recebendo salários hollywoodianos, esses não mostraram nada com suas camisas.
O Futebol Paulista precisa se reciclar e se repensar, senão, a festa do Queijo e Doce de Leite será infinita enquanto durar o bom planejamento mineiro.