Duas vezes Minas

Bruno Cantini/CAM
Bruno Cantini/CAM

Parodiando o velho político mineiro, Minas está onde nunca esteve e de onde não sairá tão cedo, pelo visto: no topo da hierarquia do futebol brasileiro, com suas duas maiores expressões esportiva ostentando as duas coroas de ouro do futebol nacional.

Num Mineirão pintado de azul, o alvinegro carijó imperou, com um gol exemplar, pois feito por seu craque número 9, se o 10 só cabe às costas dos gênios, Diego Tardelli, desviando de cabeça cruzamento da direita, como um autêntico centroavante, o que ele nunca foi, sendo também.

Resultado mais do que merecido, pois o Galo foi superior ao Cruzeiro ao longo de todo o primeiro tempo, quando a Raposa ainda acreditava. Mas, acreditar é coisa do Galo, intransferível, sobretudo, para o vizinho rival de sempre.

E olhe que o Galo perdeu seu talismã – Luan – ainda no primeiro tempo. E, mesmo assim, não deixou de acreditar, ao contrário da Raposa, que, no segundo tempo, sucumbiu ao desânimo e ao cansaço, enquanto o Atlético apenas ia deixando o relógio girar a seu favor.

Mesmo porque, na hora extrema, deu Galo como havia dado Cruzeiro outro dia – os dois campeões do Brasil. Ou melhor: deu Minas.

Um comentário

  1. Alberto Helena, percebo que há três técnicos que sempre fracassam em mata-matas: Vanderley Luxemburgo, Muricy Ramalho e Marcelo Oliveira. Levante o histórico dos três em finais, e confirme.

    No mais, embora goste até mais do Cruzeiro do que do Atlético (na prática não torço para nenhum dos dois, sou paulistano e corintiano), o Galo está jogando muito mais, não tem como comparar. Título merecidíssimo. E parabéns a Levir Culpi, que depois de rebaixar o Palmeiras há mais de 10 anos, foi para o exterior e realmente se reciclou. Tem um monte de treinador aqui que deveria fazer o mesmo. Abs.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *