Tim-tim pra Galo e Raposa

AFP
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Se dependesse de mim, determinaria que essa decisão da Copa do Brasil fosse resolvida no cara-ou-coroa, pois tanto Cruzeiro quanto Atlético merecem levantar a taça, já que foram os dois, juntamente com o São Paulo, aqueles que apresentaram o melhor futebol em nossos campos nesta temporada. Todos, com nítido viés ofensivo como manda o figurino do futebol de hoje e de todos os tempos.

O Cruzeiro tem sido o mais regular, desde o ano passado, mantendo praticamente o mesmo elenco, com um ou outro reforço. Já o Atlético, que também manteve a base da conquista da Libertadores, trocou o treinador e sofreu alterações mais significativas na equipe. Por isso mesmo, só despontou nesta segunda fase da temporada.

O Galo saiu na frente nesta disputa paralela ao Brasileirão, graças ao seu jogo lépido e incisivo, comandado pelo múltiplo Diego Tardelli e a estrela de Luan, um  meia-atacante de drible fácil e afiado senso de oportunismo na área.

Mas, a Raposa tem lá dois dos melhores jogadores da atualidade – o meia Everton Ribeiro e o artilheiro Ricardo Goulart.

Nenhum deles, porém, se restringe a esses nomes ilustres, não, a começar pelos dois goleiros de altíssimo nível – Victor, de um lado, e Fábio, de outro.

Talvez, o relaxamento natural do Cruzeiro, depois da conquista do bicampeonato brasileiro, somado ao cansaço desse time de tantos e bem recompensados esforços, jogue a favor do adversário no Mineirão nesta noite de quarta. Mas, à sua frente cintila o brilho da tríplice coroa, o que representa, por certo, um estímulo extra para os azuis.

Jogo de se ver com o champanhe francês gelando ao lado da da salva de prata cheia de torradas cobertas por caviar Beluga.

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