Bola tem. Mas, e os nervos?

Fernando Dantas/Gazeta Press
Fernando Dantas/Gazeta Press

Curioso que um regulamento criado para desestimular a retranca, tanto do visitante quanto do time da casa, acaba tendo efeito inverso. Refiro-me, claro, ao tal gol qualificado do time visitante em torneios como a Copa Sul-Americana, cuja semifinal se encerra nesta noite de quarta-feira para São Paulo e Nacional de Medelin.

O São Paulo precisa vencer, de preferência por 2 a 0  para definir o caso no tempo regulamentar. Mas, se tomar um golzinho, o placar necessário começa a virar goleada.

Então, um time moldado na busca do gol, com todos os seus Kakás, Gansos, Kardec, Pato, Luís Fabiano e Michel Bastos, já entra em campo acendendo uma vela para Rogério Ceni fechar o gol e para que os zagueiros e volantes impeçam o contragolpe fatal. Quer dizer: precisando olhar pra frente, só tem olhos pra trás.

Quanto ao Nacional, basta se retrancar lá atrás e jogar apenas por uma bola, como gostam de dizer os especialistas hoje em dia.

Quer dizer: o dispositivo criado para detonar as retrancas, no fim, dependendo das circunstâncias, acaba estimulando esse mal, amém.

Como? Se o Tricolor tem bola pra mudar esse cenário, enfiando logo de cara dois ou três nos colombianos? Claro que tem. Mas, terá nervos pra tanto? Essa é a questão.

E a resposta só teremos quando a bola começar a rolar no Morumbi.

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