O cai-não-cai verde

Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação
Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

Não dou dois passos nas ruas do Grão-Ducado de Ibiúna sem cruzar com um palestrino aflito, a pergunta inevitável na ponta da língua:

– Cai ou não cai?

Meu primeiro impulso é responder que, de jeito nenhum! O Palmeiras, no fim do enrosco, acaba escapando e tal e cousa e lousa e maripousa. Mas, pensando duas vezes, achei melhor responder que a queda é inevitável, pois o Palmeiras não tem time pra ficar na divisão especial e mais tal e cousa e lousa e maripousa. Quem sabe, assim, você prepara o amigo para o pior. E, caso o Verdão, escape, o alívio será ainda maior, não é mesmo?

Sei da inutilidade das duas opções, pois o brasileiro é movido pela paixão e pela crença no imponderável. Caso contrário, não elegeria os políticos que aí estão, geração após geração.

Mas, o fato é que a situação está crítica, quase insuperável, no rigor da análise. E ficou assim ainda mais depois da derrota para o outro verde, o Coritiba, que vive o mesmo drama da fuga do rebaixamento.

O pior é que,  antes, havia a expectativa Valdívia. Com ele em campo, o Palmeiras cumpria desempenho de G4; sem ele, de rebaixado. E Valdívia está fora, pelo jeito como entrou em campo contra o Coxa, mancando, obviamente, sem condições de jogo. E assim não dá.

Dessa forma, o Palmeiras terá de reagir sem Valdívia e com a derrota fresca na alma.

Aí entra a questão emocional, mais decisiva ainda quando se trata de jogos mortais número 100, em homenagem ao centenário verde.

Pelas minhas contas, o Palmeiras vai depender mais dos tropeços dos outros candidatos à queda do que de si mesmo.

3 comentários

  1. Hoje um amigo meu me provocou dizendo que o Palmeiras seria tri-campeão da segunda divisão. Eu retruquei dizendo que esse time não teria a menor chance de ser campeão na série B. Infelizmente, para nós Palmeirenses, temos que enfrentar a realidade e aguentar mais um ano no purgatório. Mas a esperança é que haja uma profunda mudança na equipe, incluindo Valdivia.
    Não acho que o Valdivia seja um mau jogador, aliás acho-o muito bom, mas se tivesse que fazer uma analogia com carros, os outros jogadores do Palmeiras seriam fuscas e o Valdivia, seria, não uma Ferrari, mas talvez uma Mercedes com as rodas constantemente quebradas.

  2. Acompanho meu Palmeiras desde do time de Oberdan Caiera e Turcão …. Desde aqueles anos havia uma rivalidade divertida que durava no minimo 5 dias antes dos jogos e sete dias após com torcedores do Corintians, São Paulo, Santos, Portuguesa. O triste é que hoje vejo e sinto de parte de nossos rivais não mais gozações, mas o olhar constrangido e de pena. Como é possivel contratar jogadores com salarios a peso de ouro e nem seguer eles jogarem 5 ou seis partidas seguidas, mesmo estando aptos. Por que tanta troca de tecnicos? Parece que estamos no caminho do saudoso Clube Atletico Juventus meu segundo time e onde jogou Oberdan e Og Moreira e a Portuguesa meu terceiro time. Este é o pior time dos ultimos 60 anos.

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