
Em cinco minutos, dos 23 aos 28 do segundo tempo, o São Paulo poderia ter massacrado o Nacional, num Morumbi encharcado e nem por isso menos delirante.
Começou com Ganso, em mais uma partida exemplar, servindo Michel Bastos na cara do gol, bola salva pelo arqueiro colombiano. Na sequência, Ganso cobrou falta enviesada que passou por todos e morreu no canto oposto do goleiro. E se cristalizou naquelas duas bolas nas traves verdes disparadas por Kaká e por Luís Fabiano.
Nessas alturas, acredite, soprei pros meus botões: o São Paulo já era. A bola simplesmente não queria entrar, apesar de toda pressão tricolor, em noite inspirada de Ganso e de Souza.
Dito e feito: como o placar de 1 a 0 apenas anulava o de Medelin, a decisão foi para as cobranças de pênalti. E, aí, deu-se a tragédia, que teve o prefácio patético de Kardec e o epílogo melancólico de Tolói, enquanto os colombianos foram implacáveis.
Uma pena, pois o São Paulo merecia. Mas, sempre há o consolo do vice-brasileiro e a consequente chance de voltar à Libertadores de cabeça erguida. Só depende dele.