Tricolor, ufa! Peixe, vá lá…

O resultado foi ótimo para o São Paulo. Mas, o desempenho, huummm…

Tirante (ops, fazia tempo que não usava essa palavrinha antiga e pernóstica) duas ou três tramas bem elaboradas quando Ganso e Maicon se aproximavam de Kardec e Michel Bastos lá na frente, o São Paulo mais se defendeu do que atacou o Criciúma, na casa do inimigo.

E por que não citei Luís Fabiano no conjunto dessas jogadas? Simplesmente, porque o Fabuloso foi mais personagem de fábula do que protagonista dos fatos tricolores: um desses seres invisíveis que somem nas entrelinhas do roteiro. Tanto, que acabou sendo substituído no segundo tempo por Ademílson, aquele garoto que pode levar o apodo, entre nome e sobrenome, de Parece. Ademílson parece que vai ser craque, mas ainda não é. Parece que completará uma jogada genial, mas na hora da decisão manda a bola pras calendas.

De qualquer forma, sua entrada agitou o até então abúlico ataque tricolor, e foi de seus pés que saiu o cruzamento exato para Alan Kardec, de cabeça, definir o placar que se arrastava num 1 a 1 ameaçador para o São Paulo, com gols de Edson Silva, também de cabeça, na etapa inicial, e de Souza, já no segundo tempo.

Claro que há uma série de explicações para justificar a performance, como direi?, discreta, vá, pra não ferir suscetibilidades tricolores: o  acúmulo de jogos em tão pouco tempo, intercalados de viagens e outros bichos; as ausências de Kaká, Pato e Souza, que acabou entrando no desespero e tal e cousa e lousa e maripousa.

Mas, o fato é que, se quiser continuar na captura da Raposa, terá de jogar muito mais do que isso até o final do Brasileirão. Além, claro, de acender sete velas negras, ou algo do gênero, pra que o chão da Raposa se abra repentinamente e a engula de vez.

Com velas ou sem velas, porém, o Cruzeiro segue lá na ponta, com o moral parcialmente recuperado pela vitória por 2 a 1 sobre o Botafogo, no Mineirão. Mas, a Raposa também anda sentindo as pernas fraquejarem após aquela disparada excepcional ao longo da maior parte do torneio.

Entretanto, como cautelosos mineiros diante da adversidade que se vislumbra, os azuis partiram pra cima do Glorioso e logo de cara meteram 2 a 0, com golaço de Marquinhos e outro, em falta exata, de Egídio.

Aí, quando o cansaço batesse, a vitória já estaria garantida, mesmo que o adversário conseguisse colher aquele gol de honra, como ocorreu, enfim, com inestimável participação do zagueiro Leo.

Na verdade, o São Paulo que se cuide mais do Inter, que aí vem, do que em caçar a Raposa, que lá vai.

Sim, porque o Colorado foi à Vila, um Alçapão eterno para o Inter, e conseguiu bater o Santos por 2 a 1, dois gols do chileno Aránguiz. O primeiro, em belo passe de D’Alessandro. Mas, o segundo, meu, que lambança do excelente goleiro Aranha… Pois não é que Aranha agarrou com as mãos bola atrasada pelo companheiro Mena? Falta em dois toques, gol.

Mas, até que o Santos jogou bem, criou inúmeras chances desperdiçadas, a não ser aquela do empate, com Gabriel desviando cruzamento da direita.

Menos mal.

 

 

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