
O amigo sabe da aversão que tenho pelo uso da palavra arena referindo-se a estádio de futebol. Pois, nesta noite de domingo, a Fonte Nova foi realmente uma arena, onde palmeirenses e baianos travaram uma verdadeira batalha campal, que se estendeu até depois do jogo, com Wesley e Barbio protagonizando cenas de pugilato, ou quase.
Tudo isso estimulado pela presença assustadora em campo do fantasma do rebaixamento. O Palmeiras que quer se distanciar dessa zona maldita cada vez mais, e o Bahia que, apesar de todos os esforços, não consegue escapar desse círculo de giz encantado.
Diante de sua delirante torcida, o Bahia desde o início apoderou-se do espírito do jogo, meteu bola na trave e obrigou Prass a se virar diante de sua meta. Mas, quando a bola caiu de jeito em Valdívia todos os demônios verdes foram exorcizados naquele passe preciso para Mazinho colocar o número 1 definitivo no placar.
A partir daí, foi uma sucessão de pancadas e reclamações dos dois lados. E, a cada entrada mais dura, era um corpo estendido no chão como se atingido mortalmente.
Há quem vibre com essas coisas. Pra mim, me perdoem, é um saco.
Mas, enfim, o que valeu para o Palmeiras, nesta quadra de sua centenária existência, é o que estampa o placar final: 1 a 0. E cinco pontos acima do primeiro colocado no portal do inferno.
PS: A propósito dessa denominação dos estádios como arenas, quero dar os parabéns ao Palmeiras, que acaba de erguer sua casa moderníssima e bela, onde havia antes o bucólico Jardim Suspenso. Parabéns por preservar o Parque, que nos remete ao palco onde se desenrolou sua gloriosa história – o Parque Antártica – e ao verde que floresce em suas cores eternas.