
O amigo que foi pegar um cineminha, traçar aquela pizza, namorar um pouquinho, como é de lei nas noites de sábado, e, na volta pra casa, fica sabendo que o jogo terminou em 2 a 2, com o gol de empate do Corinthians aos 49 minutos do segundo tempo, imagina, por certo, que perdeu um jogaço de bola no Itaquerão.
Ledo engano, meu. Não fossem as tantas lambanças praticadas pelo juiz e as quatro bolas na rede, não pingaria uma gota de emoção desse Corinthians e Coritiba.
Que lambanças? Você não acreditaria se eu contasse. Mas, vá lá. Pois não é que o juiz, a certa altura da partida, marcou pênalti contra o Coxa, de Wellinton (a grafia é essa mesma, sem o g original, que fazer?) em Luciano. Marcou assim, ó, na bucha, sem hesitação nem meneios já afastando os reclamantes de plantão com as mãos, firme, decisivo. De repente, confabulou com o vigia da linha de fundo, e voltou abanando os braços. Fica o dito pelo não dito. E até agora ninguém sabe o que ele marcou e o que ele desmarcou.
Jogo que segue, e o Coxa decreta silêncio absoluto no estádio – um passe exato de Alex para Robinho que disputa ainda com Cássio antes de empurrar a bola às redes alvinegras: 1 a 0.
Mais adiante, o mesmo Alex, o craque na sua despedida dos campos, que havia acertado um chute perigoso pouco antes, dispara de fora da área: 2 a 0.
E o Timão, meu? Bem, o Timão era aquele time de branco com listras negras, fininhas, que mal consegue sair de seu campo, pressionado pelo Coxa, desenhando no ar, com as tintas invisíveis do desespero crescente, uma tragédia sem par.
Ainda bem, para os mosqueteiros, que o juiz apitou o fim do primeiro tempo. Sobretudo, porque logo aos trinta segundos da etapa final, Romero, que entrara no lugar de Malcom, recolhe na área bola lançada por Bruno Henrique e bate para Elias empurrar de barriga: 2 a 1.
Agora, vai, pensa o agoniado corintiano. Vai, Corinthians! Que vai, nada. Vai é ficar nesse chove e não molha, bola pra cá, pra lá, um chuveirinho aqui, outro acolá, quem sabe um chute de fora da área, se tanto. Não cerre as pálpebras ainda que o Alex arrancou sozinho de seu campo; é ele e Cássio, já fora de sua área. Corta Cássio! Mas, corta com as mãos. Não é apenas falta. Cássio terá de ser expulso.
Desta vez, o juiz vacila um tantinho, mas vai lá apontando o lugar da falta. A turma alvinegra o cerca, e ele, então resolve promover um simpósio com os demais assistentes à beira do campo. Tudo bem explicado e ponderado, sai a sentença final: delete-se tudo e o jogo segue com bola ao alto.
Como? Qual o nome de Sua Excelência, o Árbitro? É Jean Pierre. Jean Pierre Delete, creio.
Bem, voltando ao jogo, o Corinthians continua tocando a bola de um lado para outro, e o tempo escoando, lentamente, como o vaivém da bola. Até que, no último suspiro, corner da esquerda para Bruno Henrique empatar de cabeça: 2 a 2.
E o juiz, finalmente, deletou o jogo, junto com a nossa paciência que já chegava ao fim.
Eu disse no seu poster, onde você falava, na rodada,que o curica, venceria fácil o Coxa.E disse-lhe na ocasião que nos dois times, havia somente um craque , e ele é do Coxa,Alex.Fez a diferença,imagine se ele tivesse no vigor físico, o Coxa teria goleado esse timinho do curica.Que aliás , somente para vocês jornalistas-torcedores, acham que é time grande.Há muito tempo que não passa de time medíocre de um treinador de segunda, que vai fazendo seu papel , de afundar de uma vez o curica.Pena que talvez não tenha tempo, desse timeco cair para segundona,mas a tal de Libertadores, esta sim é um sonho que nunca mais esse time medíocre vai participar.
Eu acho que há um engano.
O Cássio saiu. fechando muito bem o ângulo. Jogou o corpo quando o Alex finalizava. A bola pegou nas pernas dele. Não vi que tenha resvalado com as mãos. Então, vi e revi o lance na TV e, pelo que vi, a bola sequer resvalou em suas mãos.
Então, ele não tocou na bola com as mãos e deliberadamente. Jogou, sim, o corpo na bola e, depois, tirou com as pernas. Isto foi o que aconteceu.
Perdoe-me a insistência. Houve, sim, um impedimento inexistente do Jadson que iria resultar em gol do Timão e o bandeirinha apontou. Com isto, com certeza, iríamos ter ganho a partida.
O Juiz deu mole quando do penal, que foi mesmo. Depois, só faltava, para completar a má arbitragem, marcar uma falta que não existiu, pois a defesa de Cássio foi legítima e fora da grande área.
Não esqueça que o juiz também anulou, com muito acerto, dois gols, um marcado pelo Timão e outro pelo Coritiba.
No frigir dos ovos, o Timão foi prejudicado. O penal que ele voltou atrás existiu e teria feito diferença na história da partida, além do impedimento inexistente de Jadson, que resultaria em gol- gostaria que você olhasse melhor nos lances principais no programa da gazeta hoje – e confirmasse isto. Veja melhor o lance do Cássio. Ele não joga as mãos para a defesa e sim o corpo, máxime as pernas E fez a defesa com as pernas. Acho que não chegou a bater nas mãos. E se bateu não foi intencional.
Edward, você analisou muito bem os lances, mas esqueceu que o Robinho estava impedido na hora de receber a bola do Alex, assim sendo o gol foi irregular. Realmente acho que o Corinthians não passa por um bom momento mas, o que é certo é certo, fica aí este lance para análise. Lembrando que o bandeirinha não perdeu tempo para marcar o impedimento do Jadson, mas não viu claramente o impedimento do Robinho…..
Você tem razão.
Não percebi o impedimento neste lance. Hoje, acredito que o programa do Gazeta esportiva vai esclarecer o lance do Robinho também. Nunca perco. Começa as 21:30 horas.
Ah, o Alberto Helena faz parte do programa e foi uma excelente contratação, pois tem muito bom senso.