
O sábado europeu foi, como de hábito, muito divertido.
A começar pela derrota do Liverpool por 1 a 0 diante New Castle, e, na sequência, a vitória do líder Chelsea sobre o QPR, que nossos colonizados narradores e comentaristas capricham no idioma do Império – Qui, Pi, Are. Arre! Mas, não acertam uma quando se trata de pronunciar nomes de línguas similares à nossa, como o Z, la zeta, espanhol, e o gl italiano. Desisto. Afinal, colônia é colônia mesmo.
Mas, retomo o jogo só pra lembrar que Oscar fez um golaço e que o Chelsea penou para vencer com aquele pênalti cobrado por Hazard, depois de sofrer o empate com Austin. Mas, seria injusto, pelo andamento da partida, um tropeço do líder inglês.
Pior foi o que aconteceu com o Barça, ao perder para o Celta, depois de 73 anos de invencibilidade, por 1 a 0, apesar de meter quatro bolas na trave dos azuis celestes, duas de Neymar e duas de Messi, e de dar um bicho dobrado ao goleiro, que praticou quatro defesas incríveis. Pelo visto, os catalães ainda estão tontos pela derrota por 3 a 1 para o Real, na rodada anterior.
Isso, no mesmo dia em que o Real massacrava o Granada, na casa do inimigo, por 4 a 0, com três assistências de Benzema e um gol. Os outros foram marcados por Cristiano Ronaldo, que vai somando uma montanha deles na temporada, e dois de James Rodriguez – o primeiro, uma obra-prima de disparo sem-pulo com a canhota.
Pelo visto, o Real de Ancelotti herdou, tintim por tintim, o espírito Barça de jogar com a bola nos pés, passe a passe, dos tempos de Guardiola.
Por falar em Guardiola, quero repetir pela enésima vez que considero, disparado, o melhor treinador do mundo na atualidade. Mas, até o gênio mais bem dotado, quando veste o chapéu do Professor Pardal corre sério risco de produzir uma besteira em lugar do grande invento.
Digo isso porque o Bayern de Guardiola tem lá os dois melhores e mais profícuos laterais do mundo – Lahm, pela direita, e Alaba, pela esquerda. Pois Guardiola vem insistindo numa formação em que os dois são deslocados para o meio, criando uma mixórdia que não permite ao time evoluir com a mesma fluência de sempre, embora tendo a bola a seus pés.
E, mais: Ribéry no banco.
Resultado: dividiu a bola e os espaços com o Borussia Dortmund durante todo o primeiro tempo, quando tomou 1 a 0, gol de Reus, de cabeça. Só empatou com Lewandowski no segundo tempo e chegou à virada com Robben cobrando pênalti, depois da entrada de Ribéry.
De resto, foi Robben fazendo misérias pela direita, pelo meio, pela esquerda e o goleirão Weidenfeller fazendo milagres no arco amarelo.
A propósito, a cada rodada, mais aumenta a minha indignação só de pensar que o holandês não vai levar a palma de melhor do mundo.