
Veja só o amigo que coisa curiosa: o Corinthians é terceiro colocado na tabela do Brasileirão, com 52 pontos conquistados, 17 a mais do que o Palmeiras, que ocupa a décima quarta posição. O Corinthians sonha em consolidar sua ida para a Libertadores, enquanto o Palmeiras ainda busca escapar de vez da queda para a Segundona.
Pois ambos se encontram neste sábado no Pacaembu num jogo em que, paixão de lado, não há um favorito estourado. E, ainda mais curioso: se tiver de escolher um, não seria o Timão, apesar de todas as suas vantagens estatísticas. E não só por causa da velha máxima que cerca um clássico dessa tradição, aquela de que clássico é clássico e o resto o amigo está cansado de saber. Mas, sim, por causa de apenas um jogador ausente de um lado e de outro presente no oposto.
Claro, falo de Guerrero, que tem sido o mais importante jogador do Corinthians, e seu correspondente verde, o chileno Valdívia. Ambos ocupam posições diferentes no campo, mas têm profundo significado para suas respectivas equipes.
Valdívia é aquele cara que dá o toque de classe, de inventiva, a um time, de resto, desprovido de imaginação, embora extremamente dedicado. E Guerrero é quem soluciona, com seus gols e sua movimentação lá na frente, o problema da falta de contundência de um time sempre bem armado na defesa.
Isso só vem comprovar, se de fato ocorrer essa discrepância em campo, que, embora gastemos muitos bites falando das virtudes e defeitos deste ou daquele treinador, o mais relevante mesmo é o jogador. Um apenas que falte aqui; outro, que jogue lá já basta pra virar de ponta cabeça toda a matemática do mundo.