
Se Deus está nos detalhes, como ensina o velho sábio, e o futebol é um jogo de detalhes, Deus quis que o Real ganhasse do Barça, no clássico dos clássicos, por 3 a 1.
Sim, porque o foi emocionante e bem jogado, lá e cá, com Neymar abrindo o placar logo aos 3 minutos de bola rolando, em jogada que nasceu de arranque de Messi, passe pra Xavi, que serve a Luisito Suarez na direita; o cruzamento para Neymar, na esquerda, enveredar e disparara de direita no cantinho.
E, quando parecia que o Barça iria ampliar, em jogada decisiva com Messi, salva por Casillas, o Real foi lá, com Marcelo, o melhor em campo, que cruzou para Piqué, de carrinho, meter a mão na bola. Pênalti, que Cristiano Ronaldo não perdoou.
E, logo aos 5 minutos do segundo tempo, corner cobrado por Kroos na cabeça de Pepe estabeleceu a virada no Santiago Bernabéu.
Não restava, pois, ao Barça senão debruçar-se sobre o Real, que explorava muito bem os contragolpes, em tarde ativa de Benzema, que já havia metido duas bolas nas traves de inimigas.
E aqui entra o mais irônico dos detalhes: em bola que se encaminha para fora, pela lateral, Iniesta, o craque, a toca de calcanhar para enganar o seu companheiro Mascherano deixando a bichinha no jeito para Isco iniciar a troca de passes entre Cristiano Ronaldo, James Rodriguez e Benzema, que fuzilou no canto e definir o placar em 3 a 1.
Em um clássico com esse poder de fogo dos dois times, os detalhes vão muito além de alguns simples versos de Roberto Carlos e alcançam os céus.